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Manausprev inicia recadastramento de aposentados e pensionistas nascidos em agosto

A Prefeitura de Manaus convoca aposentados e pensionistas da Manaus Previdência, nascidos no mês de agosto, a fazerem o recadastramento anual obrigatório por lei (870/2005). A não realização do procedimento causa a suspensão do pagamento do benefício.

O recadastramento é feito no mês de aniversário do beneficiário, pelo “Recad On-line” (https://manausprevidencia.manaus.am.gov.br/), mas, também, pode realizá-lo na sede da autarquia, mediante agendamento obrigatório marcado por meio do site, no ícone “Sistema de Agendamento” ou via Call Center, nos números (92) 3186-8000 e (92) 98423-0900 (WhatsApp), das 8h às 14h.

“O procedimento é muito fácil e não fazê-lo põe em risco o pagamento da aposentadoria ou da pensão. Atualmente, até pela internet, pode-se realizar o recadastro, não tendo a necessidade de se deslocar até a sede da Manausprev”, informa a diretora de Previdência da autarquia, Ana Silvia Domingues.

A Manaus Previdência também convoca os beneficiários municipais nascidos em julho, que ainda não fizeram o recadastramento. Esses já estão sob risco de entrar na lista de suspensão do pagamento de agosto.

 

Fotos : Divulgação / Manaus Previdência



Prefeito David Almeida inaugura maior base da Guarda Municipal e consolida presença da prefeitura na zona Leste

O prefeito de Manaus, David Almeida, inaugurou, na manhã desta sexta-feira, 1º/8, o 3º Núcleo Operacional (Nuop), da Guarda Municipal de Manaus (GMM), localizado no bairro São José 2, zona Leste da capital. A nova estrutura será a maior base já construída para a guarda e reforça o compromisso da atual gestão com a segurança, a descentralização dos serviços públicos e a valorização das forças municipais.

“Estamos entregando mais do que uma base. Estamos consolidando uma nova fase da segurança pública municipal, com estrutura, preparo, equipamentos e presença nas comunidades”, afirmou o prefeito David Almeida, durante a solenidade de entrega do núcleo, que contou com a presença de secretários, servidores e representantes da segurança pública.


A nova unidade da GMM funcionará como centro operacional de todas as equipes especializadas da guarda, incluindo a Ronda Ostensiva Municipal (Romu), o Canil, a Defesa Civil, a Guarda Maria da Penha e o Batalhão Ambiental. Também será sede da futura Polícia Municipal, projeto já aprovado no Senado e em fase final de tramitação na Câmara dos Deputados.

“O nosso trabalho de reestruturação da guarda começou há dois anos e meio. Agora estamos avançando para um novo patamar, com uma polícia treinada, armada, equipada e preparada para resguardar a segurança da população. Essa será a base que vai acolher e coordenar as ações da zona Leste, a maior zona da cidade, com toda a logística necessária para atender com agilidade e eficiência”, destacou o chefe do Executivo municipal.

A base leste também contará com sala de monitoramento, espaço para custódia temporária, alojamentos, vestiários e ambientes projetados para garantir o bem-estar dos servidores. De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), Alberto Siqueira, cerca de 60 servidores atuarão diariamente no local, com destaque para a atuação integrada das forças municipais.

“Essa é uma estrutura pioneira, de última geração, pensada com dignidade para os nossos agentes. A zona Leste precisava de uma presença mais estruturada do município, e o prefeito David foi estratégico e visionário ao priorizar essa entrega. Quem ganha é a população, com mais segurança, e os nossos servidores, com mais condições de trabalho”, ressaltou o secretário.

A expectativa, segundo o prefeito, é que os próximos meses marquem mais avanços na consolidação da futura Polícia Municipal. “Já iniciamos o preparo dos 150 aprovados do cadastro reserva no concurso. Vamos treiná-los para que, até o Natal, estejam nas ruas, enfrentando a criminalidade e protegendo a cidade de forma ainda mais efetiva”, anunciou.

Para o comandante das especializadas da guarda, Fernando Souza, a implantação do núcleo é um divisor de águas. “Agora poderemos atuar de forma mais enérgica e precisa na zona Leste, com foco no combate aos assaltos em coletivos e na presença constante da guarda nas áreas mais sensíveis. A população pode esperar bons resultados”, pontuou.

Com mais essa entrega, a Prefeitura de Manaus amplia a atuação da Guarda Municipal e reafirma o compromisso da gestão David Almeida com a proteção da cidade e o fortalecimento das estruturas públicas nos bairros. A base Leste é mais que uma obra física, é um símbolo da nova segurança pública municipal que está nascendo em Manaus

Fotos:- Antonio Pereira/Semcom-Prefeito e João Viana/Semcom

"Tiro no pé": Trump impõe tarifaço e dá resposta dura ao agro brasileiro que apoiou golpe de 8 de janeiro

Setor responsável por quase 25% do PIB nacional e por 48% das exportações para os EUA sente no bolso os efeitos da nova política protecionista americana. Café, frutas tropicais e carne bovina estão entre os produtos mais afetados.


Por Redação Amazônia Realidade


O agronegócio brasileiro, que foi um dos pilares de apoio e financiamento aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, agora amarga as consequências geopolíticas de suas escolhas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reeleito recentemente, impôs uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, atingindo diretamente setores como pecuária de corte, café e frutas tropicais — justamente os que mais lucraram com as exportações para o mercado americano nos últimos anos.

A medida foi justificada pela Casa Branca como uma ação para "proteger a economia interna", mas tem sido vista por analistas como uma resposta política às posições do Brasil nos últimos tempos. Com isso, o agronegócio sofre um revés bilionário, perdendo espaço num dos maiores mercados consumidores do planeta.

Prejuízo calculado

De janeiro a novembro de 2024, o agronegócio brasileiro exportou US$ 152,63 bilhões, o equivalente a quase 49% de tudo o que o Brasil vendeu para o exterior no período. Trata-se do segundo melhor resultado da série histórica, segundo dados do Ministério da Agricultura. Mesmo com a queda de 5,2% nos preços internacionais, o setor conseguiu manter o fôlego graças a um aumento de 5,2% no volume exportado.

Os destaques foram os tradicionais complexo da soja (US$ 52,19 bilhões), carnes (US$ 23,93 bilhões) e o complexo sucroalcooleiro (US$ 18,27 bilhões), que juntos responderam por mais de 60% das exportações do agro. Apesar de uma forte retração nos preços da soja (-18,7%), o setor manteve protagonismo. Já carnes e açúcar registraram crescimento expressivo, impulsionados por embarques recordes e pela diversificação de mercados consumidores.

Agora, com o tarifaço imposto pelos EUA, os produtores brasileiros veem sua principal vitrine internacional em risco. Só para os Estados Unidos, as exportações agropecuárias somaram mais de US$ 10 bilhões em 2024, com destaque para a carne bovina, o café e frutas como manga, melão, limão e açaí — todos agora duramente atingidos pelas novas tarifas.

Um "tiro no pé"

Após se posicionar politicamente ao lado de grupos extremistas e figuras do negacionismo, parte significativa do setor agro, especialmente no Centro-Oeste e no Sul do país, agora vê sua aposta virar contra si. A busca por novos mercados, como o asiático e o árabe, começou às pressas, mas não deve compensar, no curto prazo, as perdas bilionárias com os EUA. Para a economista rural Fabiana Aguiar, o momento exige revisão estratégica:

“O agro brasileiro apoiou um projeto político que desprezou o processo democrático. Agora, paga o preço internacional da instabilidade e da quebra de confiança nas relações com grandes parceiros comerciais.”

Café e frutas tropicais também na mira

Além da carne bovina, o café brasileiro — líder global em exportação — e frutas tropicais como o açaí amazônico sofreram a mesma taxação. Pequenos e médios produtores do Norte e Nordeste já relatam quedas em contratos e recuos de compradores norte-americanos.

No Amazonas, por exemplo, produtores de açaí e guaraná com certificações para exportação veem os estoques crescerem sem destino garantido. “Esse tarifaço dos EUA prejudica principalmente quem estava se formalizando e investindo para vender lá fora”, afirma José Cardoso, presidente de uma cooperativa agroindustrial de Itacoatiara (AM).

Reação no Congresso

Apesar do lobby agro ser um dos mais poderosos no Congresso Nacional, a reação até agora tem sido de silêncio cauteloso. Parlamentares da base ruralista, que antes celebravam a afinidade ideológica com Trump, agora enfrentam críticas internas por não preverem os efeitos de um alinhamento político que se mostrou frágil.

Com um impacto direto nas exportações, no emprego rural e no PIB nacional, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos escancara os riscos de misturar política com interesses econômicos. O agro brasileiro, que tentou influenciar a democracia, agora sofre os efeitos do isolamento internacional — uma conta alta que será paga com prejuízo, desemprego e perda de credibilidade.

Fonte: Ministério da Agricultura

Foto: Ilustração  

Moraes denuncia pressão externa e afirma: "STF não se curvará à chantagem de organização criminosa"

Ministro vê tentativa grave de obstrução à Justiça no caso do 8 de janeiro e diz que ataques partem de fora do país com apoio de agentes brasileiros que traem a soberania nacional 

Por Redação Amazônia Realidade

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (1º/08) que a Corte não irá se curvar a ameaças externas ou pressões internacionais que buscam interferir nos julgamentos dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, há uma “organização criminosa” atuando fora do país, em articulação com interesses estrangeiros, com o objetivo de cessar os julgamentos e arquivar ações penais que tramitam no STF.

“A soberania nacional não será vilipendiada, negociada ou extorquida. O rito processual do STF irá ignorar quaisquer sanções ou pressões. Essa tentativa patética de obstrução é uma continuidade do mesmo modus operandi golpista que atacou a democracia brasileira”, declarou Moraes, em discurso durante a abertura do semestre judiciário.

Foi a primeira manifestação pública do ministro após o governo dos Estados Unidos anunciar sanções contra ele, com base na Lei Magnitsky — legislação que permite punir estrangeiros por supostas violações de direitos humanos. Moraes foi o primeiro magistrado de uma Suprema Corte a ser incluído na lista.

O ministro classificou a medida como uma grave ameaça à independência do Judiciário brasileiro e denunciou o que chamou de “explícita chantagem” para promover uma anistia inconstitucional aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado.

“Acham que estão lidando com milicianos da laia deles. Mas não estão. Estão falando com ministros da Suprema Corte brasileira. Tentam pressionar o Senado, ameaçar as lideranças do Congresso, promover instabilidade institucional — tudo com o único fim de livrar criminosos poderosos da Justiça”, afirmou.

Organização criminosa e traição à pátria

Durante o pronunciamento, Moraes deixou claro que não se trata apenas de ataques isolados, mas de uma ação coordenada de uma organização criminosa com ramificações internacionais, que conta com o apoio de brasileiros que, segundo ele, “traem a pátria e os fundamentos da República ao agirem a serviço de interesses estrangeiros”.

“Essas ações não têm outro objetivo senão sabotar o devido processo legal, desestabilizar a economia, criar crise social e política, e tentar abrir caminho para um novo ataque golpista”, alertou.

O relator dos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete acusados de liderar o movimento golpista afirmou que o STF não acelerará nem atrasará os julgamentos por conta de pressões.

“O rito não será manipulado. As ações penais seguirão, e neste segundo semestre o STF vai concluir os julgamentos dos quatro núcleos ligados à tentativa de golpe de 8 de janeiro”, garantiu.

Reações e defesa institucional

O discurso de Moraes foi precedido por falas do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e do ministro Gilmar Mendes, ambos em defesa da soberania do Judiciário brasileiro. Barroso reconheceu o “empenho e bravura” de Moraes, mesmo diante de ataques pessoais e riscos elevados.

Gilmar Mendes, por sua vez, repudiou o que classificou como “atos de hostilidade unilateral” e alertou para a tentativa de silenciar o STF. “As censuras contra Moraes partem, em sua maioria, de radicais que desejam interditar o funcionamento da Justiça”, disse o decano.

O presidente Lula também reagiu às sanções impostas pelo governo dos EUA, emitindo nota de repúdio e reunindo-se com ministros da Corte para alinhar uma resposta institucional à crise.

Moraes encerrou seu discurso com uma mensagem firme:

“O Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal não vão se vergar. Continuaremos trabalhando para garantir que a Constituição prevaleça sobre qualquer ameaça — interna ou externa.”

Fonte: TV Justiça/STF

Foto: Reprodução - TV Justiça/STF

Barroso reage a sanções dos EUA e afirma: “Todos os réus serão julgados com independência”

Presidente do STF defende Alexandre de Moraes, elogia atuação firme contra atos antidemocráticos e diz que decisões judiciais não sofrerão interferência, “venha de onde vier”


Por Redação Amazônia Realidade

Na cerimônia de abertura do semestre judiciário, nesta sexta-feira (1º/08), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, fez um pronunciamento contundente em defesa das instituições democráticas do Brasil e em apoio ao ministro Alexandre de Moraes, alvo recente de sanções unilaterais impostas pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky.

Barroso destacou a atuação “brava e firme” de Moraes na condução dos processos relacionados aos ataques à democracia brasileira, como as tentativas de atentado a bomba no Aeroporto de Brasília, a invasão da sede da Polícia Federal e a explosão frustrada no próprio STF, além da propagação de notícias falsas sobre o sistema eleitoral.

“Faz-se aqui um reconhecimento ao relator das diversas ações penais, ministro Alexandre de Moraes. Com inexcedível empenho, bravura e custos pessoais elevados, ele conduziu apurações e julgamentos que exigiram firmeza, mas sempre com respeito ao devido processo legal”, afirmou Barroso.

O presidente da Corte ressaltou que o Judiciário brasileiro tem agido com independência e imparcialidade, e que os réus serão julgados com base em provas concretas, como vídeos, áudios, textos e confissões constantes nos autos.

“Todos os réus serão julgados com base nas provas produzidas. Sem qualquer tipo de interferência, venha de onde vier”, reforçou Barroso.

Sanções e reações

As declarações ocorrem dias após os Estados Unidos anunciarem sanções contra Moraes, com base na chamada Lei Magnitsky — legislação usada para penalizar indivíduos acusados de violar direitos humanos ou facilitar práticas de corrupção. Moraes se tornou o primeiro brasileiro e o primeiro ministro de uma Suprema Corte do mundo a figurar na lista.

A medida provocou reações imediatas no Brasil. Além de Barroso, o ministro Gilmar Mendes também saiu em defesa do colega. Em nota dura, Mendes classificou as sanções como parte de uma escalada de ataques ao STF e disse que Moraes é vítima de críticas infundadas.

“Venho manifestar o meu mais veemente repúdio aos recentes atos de hostilidade unilateral, que desprezam os mais básicos deveres de civilidade e respeito mútuo entre instituições”, declarou Gilmar. “As censuras contra Moraes, em sua maioria, partem de radicais que desejam interditar o funcionamento do Judiciário.”

O presidente Lula também se manifestou em apoio ao ministro e à Corte. Em nota pública, repudiou as sanções e tem articulado junto a ministros do STF uma estratégia conjunta para reforçar a soberania institucional do país.

Além de Lula e Gilmar Mendes, nomes como o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o chanceler Mauro Vieira expressaram solidariedade a Moraes.

Em meio ao cenário internacional tenso, Barroso reafirmou o compromisso do Supremo com a Constituição e com a democracia brasileira. "Nossa marca é a independência. E ela não será abalada", concluiu.

Fonte: TV Justiça/STF

Carla Zambelli permanecerá presa na Itália, decide Justiça

Deputado italiano Angelo Bonelli confirma prisão da parlamentar brasileira até julgamento do processo de extradição


Por Redação Amazônia Realidade

A Justiça italiana decidiu manter, nesta sexta-feira (1º/08), Carla Zambelli presa preventivamente no presidio de Rebibbia, nos arredores de Roma, até o julgamento do processo de extradição. A informação foi revelada pelo jornalista Leandro Demori, do canal ICL Notícias, que recebeu uma mensagem direta do deputado italiano Angelo Bonelli, confirmando a decisão — que ainda cabe recurso na Corte de ApelaçãoA decisão ainda poderá ser levada à Corte de Cassação, a instância judicial mais alta da Itália.

Zambelli, que foi presa na última terça-feira (29/07) em Roma, após semanas foragida da Justiça brasileira, terá de aguardar o desfecho do processo de extradição sob custódia. O parlamentar Bonelli afirmou: “A Justiça decidiu pela prisão de Carla Zambelli até que se conclua o julgamento de extradição para o Brasil.”

Por que Carla Zambelli foi condenada?

A deputada federal foi condenada a quatro anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma, em razão de um episódio ocorrido às vésperas das eleições de 2022, quando ela sacou e perseguiu um homem negro, armada, pelas ruas de São Paulo.

O caso ganhou repercussão nacional e internacional, sendo apontado como um grave atentado contra o processo democrático e o Estado de Direito, especialmente por ter ocorrido em um momento eleitoral e por envolver uma parlamentar com mandato vigente.

Além dessa condenação, Zambelli também é alvo de outras investigações no inquérito das milícias digitais e nos atos golpistas de 8 de janeiro, o que agrava sua situação jurídica e compromete eventuais tentativas de defesa perante as autoridades italianas.

Como funciona o processo de extradição na Itália?

A extradição é um processo jurídico internacional pelo qual um país solicita a outro a devolução de uma pessoa condenada ou acusada de um crime. No caso de Zambelli, o Brasil já formalizou o pedido de extradição, com base em tratados bilaterais de cooperação jurídica.

O sistema judiciário italiano analisará: 

Se há condenação definitiva ou processo em curso no país requerente; 

Se os crimes imputados também são reconhecidos como delitos na Itália;

Se não há risco de perseguição política ou violação de direitos humanos.

A decisão final sobre a extradição caberá à Corte de Apelação de Roma, mas o Ministério da Justiça da Itália também pode intervir, especialmente se houver alegações de natureza política ou humanitária.

A prisão é preventiva e pode durar meses

Enquanto o processo tramita, a prisão preventiva visa garantir que a deputada não fuja, não altere provas e esteja à disposição da Justiça italiana. Esse processo pode levar semanas ou até meses, dependendo da complexidade do caso e das possíveis manobras jurídicas da defesa.

Zambelli, que se diz perseguida politicamente, tem alegado à Justiça italiana que não teve um julgamento justo no Brasil — uma tese que dificilmente prosperará, diante da robustez das provas e da legalidade do trâmite no STF.

Um cerco que se fecha

A prisão de Zambelli na Itália é mais um capítulo do cerco jurídico que se fecha contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigados por tentativa de golpe de Estado, incitação à violência política e ataques às instituições democráticas, em linha com o que ocorreu nos Estados Unidos com Donald Trump e seus apoiadores.

A extradição de Zambelli poderá representar um marco importante na responsabilização de figuras públicas que atuaram contra o Estado Democrático de Direito.

Fonte: ICL Notícias

Foto: Reprodução Internet

PL se alinha a Trump e apoia tarifaço que fere soberania e economia do Brasil

 Partido usa sua força no Congresso para tentar blindar Bolsonaro e despreza prejuízos bilionários causados à produção nacional

                                Deputado Delegado Caveira (PL-PA), de óculos escuros, estende faixa em apoio a Trump na Câmara

Por Redação Amazônia Realidade

Em vez de defender os interesses do povo brasileiro, o Partido Liberal (PL), maior bancada da Câmara com 95 deputados federais, vem reforçando sua submissão política ao presidente norte-americano Donald Trump — mesmo que isso custe caro ao Brasil em termos de soberania e economia.

O estopim mais recente desse alinhamento ocorreu com a expulsão do deputado federal Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP), após ele criticar as sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes e condenar publicamente a interferência norte-americana nos assuntos internos brasileiros.

A decisão partiu diretamente do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e escancarou o que analistas já vinham apontando: o PL tem priorizado um único objetivo em sua atuação no Congresso Nacional — aprovar a anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, com foco principal em livrar Jair Bolsonaro das consequências legais.

Tarifas, submissão e prejuízos ao Brasil

Enquanto setores inteiros da economia nacional sofrem com o impacto de tarifas impostas pelos EUA, lideranças do PL fazem gestos de apoio a Trump. O responsável por articular a ofensiva norte-americana contra o Brasil é Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atua abertamente para proteger o pai das investigações da Justiça brasileira — mesmo ao custo de prejudicar setores estratégicos da economia.

“Se houver cenário de terra arrasada, pelo menos estarei vingado”, declarou Eduardo, em vídeo amplamente criticado nas redes sociais.

O resultado direto dessa “terra arrasada” já pode ser medido: produtos como carne bovina, café e itens industriais foram excluídos da lista de exceções tarifárias publicada pela Casa Branca.

A ABIEC, que representa gigantes como JBS e Marfrig, estima que o agronegócio perderá US$ 1 bilhão. A CNA projeta que o setor cafeeiro sofrerá perdas de US$ 481 milhões.

Câmara dos Deputados como palco de submissão

Mesmo diante desse prejuízo bilionário, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Rodrigues (PL-RJ), tem feito gestos de exaltação ao governo Trump. Em um dos episódios mais simbólicos, a Comissão de Relações Exteriores, sob influência do PL, aprovou uma moção de louvor a Trump no mesmo dia em que o presidente norte-americano anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

A cena de submissão não parou por aí: o deputado Delegado Caveira (PL-PR) levou à Câmara uma enorme faixa com o nome de Trump e o slogan “Make America Great Again”, num ato que provocou indignação nacional e internacional.

O comportamento do partido, além de comprometer a imagem do Brasil, contribui para o travamento do Congresso. Sóstenes tem liderado manobras para obstruir votações de projetos essenciais, até que o projeto de anistia dos golpistas seja pautado.

No Senado, o mesmo roteiro

No Senado Federal, o cenário é semelhante. Carlos Portinho (PL-RJ), líder da bancada liberal, adota a mesma retórica radical e chegou a declarar no plenário que, sem anistia, os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso “vão presos” — numa inversão perigosa da lógica democrática.

Um partido contra o Brasil

A submissão do PL a interesses estrangeiros, especialmente os de Trump, e a tentativa constante de blindar Jair Bolsonaro a qualquer custo, levantam alertas não apenas sobre a condução da política brasileira, mas sobre o comprometimento do sistema democrático com a soberania nacional.

Enquanto produtores da Amazônia e de todo o país enfrentam perdas reais, o maior partido da Câmara age em função de um único homem e contra os interesses coletivos. O custo dessa escolha já bate à porta — na forma de tarifas, desemprego e vergonha internacional.

Foto: reprodução internet