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CRM-DF repudia racismo contra médica no Distrito Federal

Entidade classifica ofensas racistas como crime e cobra responsabilização


Por Redação | Amazônia Realidade

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) divulgou neste sábado (3) uma nota de repúdio aos atos de racismo praticados contra a médica Rithiele Souza Silva, que foi alvo de ofensas racistas em um grupo de WhatsApp formado por bombeiros militares. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e ganhou repercussão nacional após a viralização de um vídeo nas redes sociais.

A entidade classificou a conduta como “absolutamente inadmissível”, reforçando que o racismo é crime inafiançável, previsto na Constituição Federal e uma violação direta aos direitos humanos.

CRM-DF destaca que racismo é crime inafiançável

Em posicionamento oficial, o CRM-DF afirmou que episódios como esse atentam contra a dignidade da pessoa humana e os valores fundamentais da sociedade brasileira.

“O episódio atenta contra os direitos humanos, a dignidade da pessoa e os valores fundamentais da sociedade brasileira”, diz a nota.

O conselho também ressaltou o impacto profundo que práticas discriminatórias causam na vida pessoal e profissional das vítimas.

Entidade manifesta solidariedade à médica Rithiele Souza Silva

O CRM-DF destacou ainda o compromisso da instituição com a defesa da honra de médicos e médicas que sofrem discriminação.

“Temos um compromisso inegociável com a defesa da honra e da dignidade de médicos e médicas. Há, nestes casos, profundos impactos pessoais, profissionais e sociais decorrentes de práticas discriminatórias”, completou o conselho.

Vídeo sobre abordagem policial impulsionou repercussão do caso

A repercussão começou após a médica Rithiele Souza Silva publicar um vídeo nas redes sociais, que já ultrapassou 1,7 milhão de visualizações. Nas imagens, ela relata uma abordagem policial ocorrida em Sobradinho, no Distrito Federal, enquanto retornava para casa.

Segundo a médica, os policiais militares solicitaram que ela descesse do veículo e perguntaram se possuía antecedentes criminais, o que lhe causou constrangimento.

Postura de policiais mudou após apresentação da carteira médica

De acordo com o relato, a abordagem só mudou de tom após Rithiele apresentar sua carteira profissional de médica, momento em que a ação se tornou mais tranquila.

O vídeo acabou circulando em um grupo de WhatsApp formado por bombeiros militares, onde um dos participantes fez comentários ofensivos e de cunho racista, utilizando termos pejorativos contra a médica.

Polícia Civil investiga ofensas racistas em grupo de WhatsApp

O caso está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, que apura a autoria e a responsabilidade pelas mensagens racistas divulgadas no grupo.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Com informações do Metrópoles