Manauara é criticada por deixar amigo sozinho em montanha no Paraná
Polícia Civil do Paraná diz que, até o momento, não há indícios de crime
Por Redação | Amazônia Realidade
A jovem manauara Thayane Smith, de 19 anos, segue no centro de uma polêmica nacional após relatos de que teria deixado um amigo sozinho durante a descida do Pico Paraná, no Sul do Brasil. O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e passou a ser investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que afirma que, até o momento, não há indícios de crime.
Reações nas redes sociais impulsionaram críticas
A repercussão do caso foi intensificada pelas reações nas redes sociais, onde internautas passaram a questionar a conduta da jovem durante a trilha no Pico Paraná. Entre os comentários, houve críticas diretas, ironias e cobranças por responsabilidade, com mensagens que classificaram a atitude como “abandono”, chamaram a jovem de “amiga da onça” e questionaram como ela reagiria “se fosse o contrário”. Outros usuários também lamentaram o episódio, afirmando que ninguém deveria ser deixado sozinho em uma montanha, especialmente em uma situação de risco.
Caso ocorreu durante trilha no Pico Paraná
O episódio aconteceu no dia 31 de dezembro de 2025, quando Thayane e Roberto Farias, ambos de 19 anos, se encontraram em Curitiba (PR) para subir o Pico Paraná, com o objetivo de acompanhar o primeiro nascer do sol de 2026.
Durante a descida da montanha, Roberto teria ficado para trás, supostamente sem a companhia da amiga, fato que ganhou grande repercussão após ser exposto nas redes sociais.
Versões divergentes ampliaram a repercussão
Inicialmente, Thayane afirmou que o amigo havia passado mal e não conseguiu acompanhar o grupo. Posteriormente, a jovem mudou a versão e declarou que o deixou para trás por ele estar “lento”, alegando que seguir à frente faz parte de seu “estilo de vida”.
A contradição nas declarações intensificou as críticas, sobretudo entre praticantes de trilhas e montanhismo, que reforçam que abandonar um integrante do grupo viola normas básicas de segurança.
Polícia Civil abriu investigação após BO da família
Segundo o delegado Glaison Lima Rodrigues, no sábado (3) foi aberta uma investigação após o registro de um Boletim de Ocorrência (BO) feito pela família de Roberto.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, já foram colhidos:
O depoimento da jovem que acompanhava Roberto na trilha;
Relatos de outros montanhistas que encontraram o rapaz no caminho;
Depoimentos de familiares da vítima.
Polícia afirma que não há indício de crime até o momento
Em posicionamento oficial, a PCPR informou que, até o momento, não foram identificados indícios de crime relacionados ao episódio. A investigação segue para esclarecer todas as circunstâncias, considerando o contexto da trilha e as versões apresentadas.
A polícia destacou que o objetivo do inquérito é apurar os fatos com base técnica, afastando julgamentos precipitados que se espalharam nas redes sociais.
Caso reacende debate sobre segurança em trilhas
Apesar da ausência inicial de indícios criminais, o episódio reacendeu o debate nacional sobre responsabilidade coletiva, conduta em ambientes de risco e a importância de não abandonar companheiros em trilhas de alta complexidade como a do Pico Paraná.
Especialistas alertam que decisões individuais podem ter consequências graves em áreas de difícil acesso, especialmente em períodos de grande fluxo turístico.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Com informações da Policia Civil do Paraná

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