Ataque dos EUA mata equipe de segurança de Maduro “a sangue frio”, afirma ministro da Defesa da Venezuela
Governo venezuelano denuncia execução de soldados e civis durante ofensiva norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro
Por Redação | Amazônia Realidade
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou neste domingo (4) que integrantes da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foram mortos “a sangue frio” durante o ataque militar conduzido pelos Estados Unidos, no sábado (3), em Caracas. A ofensiva culminou na captura de Maduro, que foi levado para Nova York, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo.
Em pronunciamento oficial divulgado em vídeo, Padrino apareceu ao lado de membros das Forças Armadas venezuelanas e declarou que soldados, soldadas e cidadãos inocentes perderam a vida durante a operação, embora não tenha informado números nem identidades das vítimas.
Venezuela rechaça intervenção dos EUA e exige libertação de Maduro
Ao ler um comunicado institucional, o ministro rechaçou duramente a intervenção norte-americana, classificando-a como uma violação da soberania nacional e do direito internacional. Padrino exigiu a libertação imediata de Nicolás Maduro, afirmando que a prisão do presidente configura um sequestro político promovido por Washington.
Segundo o governo venezuelano, Maduro está detido em Nova York sob a acusação de liderar um suposto esquema de narcoterrorismo, alegação que Caracas considera infundada e politicamente motivada.
Explosões em Caracas marcaram ofensiva militar norte-americana
No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital Caracas, em meio à operação militar conduzida pelos Estados Unidos. Durante a ação, Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e retirados do país.
O ataque reacende o debate sobre intervenções diretas dos EUA na América Latina, algo que não ocorria desde 1989, quando tropas norte-americanas invadiram o Panamá e capturaram o então presidente Manuel Noriega, também sob acusações relacionadas ao narcotráfico.
Acusações contra Maduro seguem modelo usado contra Noriega
Assim como no caso panamenho, os Estados Unidos acusam Maduro de comandar um suposto cartel conhecido como “Cartel de los Soles”, porém sem apresentação pública de provas concretas. Especialistas em tráfico internacional de drogas e analistas independentes questionam a própria existência do grupo criminoso.
Durante o governo de Donald Trump, Washington chegou a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano.
Analistas apontam interesses geopolíticos e disputa por petróleo
Para críticos da ação, a ofensiva militar vai além do discurso antidrogas e se insere em uma estratégia geopolítica dos Estados Unidos para afastar a Venezuela de aliados estratégicos, como China e Rússia, além de ampliar o controle sobre o petróleo venezuelano.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta, fator considerado central nas disputas de poder e influência na região.
Foto: Miraflores Palace
Com informações da Agência Brasil

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