Em um ato flagrantemente criminoso que expõe o modus operandi da extrema direita, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) é alvo de uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostamente ser o principal arquiteto de uma campanha de desinformação que, na prática, sabotou o Estado e fortaleceu financeiramente a maior facção criminosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação, protocolada pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), vai além de uma denúncia política; é um dossiê que detalha como a máquina de fake news da direita fascista opera para destruir instituições, semear o caos e, não por acaso, abrir caminho para o crime organizado.
A artimanha da mentira
Em janeiro, Nikolas Ferreira acionou seu aparato digital para lançar uma bomba de desinformação nas redes sociais. Em um vídeo cheio de alarmismo e zero provas, ele mentiu ao afirmar que o governo federal iria taxar o Pix e monitorar indiscriminadamente a vida financeira de cidadãos comuns. A narrativa, forjada para criar pânico e angariar engajamento reacionário, foi imediatamente desmontada pela Receita Federal, pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda.
A estratégia, porém, já havia feito estrago. A narrativa falsa, impulsionada por robôs e contas pagas da milícia digital bolsonarista, viralizou, causando uma corrida aos bancos e um retrocesso perigoso na economia digital. O objetivo claro: enfraquecer a confiança nas instituições e no governo, um clássico da cartilha fascista.
Do discurso à criminalidade: a ponte para o PCC
O que a representação na PGR prova, com dados concretos, é que essa artimanha maligna não tem consequências apenas no campo da política: ela financia o crime. A pressão gerada pela fake news de Nikolas forçou a derrubada de uma normativa crucial que obrigava as fintechs a compartilharem dados com o Fisco, exatamente como fazem os bancos tradicionais.
Ao sabotar essa ferramenta de controle, Nikolas e a extrema direita não "protegeram o cidadão comum"; entregaram de bandeja um sistema financeiro opaco e blindado para lavagem de dinheiro do crime organizado. A Operação Carbono Oculto, a maior da história contra o PCC, escancarou o resultado: a facção infiltrada no sistema financeiro, usando empresas de fachada e fundos de investimento para lavar milhões, exatamente no período de escuridão fiscal criado pela mentira de Nikolas.
Investigação deve apurar vínculos e financiamento da milícia digital
A representação pede a investigação de crimes graves, incluindo favorecimento à lavagem de dinheiro e associação ao tráfico. O foco também está em desvendar quem financiou e impulsionou massivamente o vídeo mentiroso. A suspeita é grave: estruturas profissionais de disparo em massa, possivelmente com recursos ilícitos, foram usadas. A pergunta que paira no ar é: há conluio ou coincidência de interesses entre a milícia digital fascista e o crime organizado?
Rogério Correia foi enfático: “A maior operação da história contra o crime organizado mostrou a infiltração do PCC no sistema financeiro e reforça a necessidade de apurar com rigor a veiculação de desinformação por um parlamentar”. Ele defendeu a urgência de leis que fortaleçam o Estado no rastreamento financeiro, justamente o que a fake news de Nikolas tentou sabotar.
O caso agora está com a PGR. Se a Justiça fizer seu papel, investigará não apenas um deputado mentiroso, mas toda a rede sombria por trás da fabricação e amplificação de fake news, expondo como a artimanha fascista de desestabilização é, na vida real, cúmplice do crime organizado. A verdade é uma trincheira de combate: ou se enfrenta a desinformação de frente, ou se abre o país para as trevas do fascismo e do crime.