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Prefeitura não está realizando cadastro para habitação e alerta para casos de estelionato

 

A Prefeitura de Manaus alerta a população e beneficiários do programa habitacional de interesse social sobre suspeitos de estelionato que estão fazendo cadastro para habitação. Outra situação irregular em investigação são anúncios em plataformas de vendas de possíveis apartamentos do projeto com recursos do “Casa Verde e Amarela”, antigo “Minha Casa, Minha Vida”.

A orientação é que se procure a polícia em ambos os casos. A Vice-Presidência de Habitação e Assuntos Fundiários (Vpreshaf), vinculada ao Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), informa que não está fazendo cadastramento, nem autorizou qualquer instituição, Organização Não Governamental (ONG), associação ou pessoa a realizar cadastro.

“Este não é nosso procedimento. Temos cronograma e todos são amplamente divulgados. Caso alguém tenha feito alguma negociação com o suspeito envolvendo cadastro, a orientação é para procurar uma delegacia, fazer denúncia à polícia e um Boletim de Ocorrência”, explicou o vice-presidente Renato Queiroz.

Conforme Queiroz, é importante que as pessoas fiquem atentas a possíveis golpes, cada vez mais comuns. “No momento, não estamos fazendo novos cadastros devido à lista de espera do nosso banco de dados”, afirmou.

Criminosos costumam fazer anúncios em sites de compra e venda na Internet e alguns oferecem uma “pseudo” venda de apartamentos do programa. Os imóveis financiados pela Caixa Econômica não podem ser vendidos, alugados ou negociados.

Os dados cadastrais disponíveis, hoje, na rede municipal são interligados ao Sistema Nacional de Cadastro Habitacional (SNCH). Antes de divulgar informações pessoais em cadastramento, a população deve verificar nas redes sociais e no site da Prefeitura de Manaus se está ocorrendo alguma ação oficial.

Em razão das medidas de prevenção ao novo coronavírus, a Vpreshaf segue com o atendimento presencial ao público suspenso. Agendamentos e informações podem ser solicitadas via e-mail pelo gabinetesubhaf@pmm.am.gov.br. Denúncias também podem ser feitas pelo telefone (92) 98844-2001.


Fotos:João Viana/Arquivo Semcom


Investimentos em ramais e vicinais geram empregos e melhoria de vida para produtores rurais

Recursos para recuperação e pavimentação foram anunciados pelo governador Wilson Lima

Como parte das ações do Plano Verão, lançado nesta quarta-feira (28/07) pelo governador Wilson Lima, o Governo do Amazonas está investindo R$ 20 milhões em serviços de manutenção e recuperação de trechos críticos de vicinais, no perímetro rural de Manaus. Além destes recursos, o Estado também deu início, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Região Metropolitana de Manaus (Seinfra), às obras de recuperação de quatro ramais, situados no Km 02 da rodovia BR-174.

Durante a solenidade de lançamento do Plano Verão, na comunidade Novo Paraíso, na zona rural da capital, o governador Wilson Lima ressaltou os benefícios da ação para agricultores e produtores rurais.

“Hoje nós estamos lançando um pacote para recuperar trechos de ramais que dificultam a passagem de veículos. É um atoleiro, uma ladeira, uma ponte que precisa ser recuperada. Com todo esse pacote, principalmente na área de infraestrutura e que beneficia o setor primário, estamos gerando algo em torno de 120 mil empregos diretos e indiretos, nesse ano de 2021 e também no ano de 2022”, destacou o governador.

Ele enfatizou também que o trabalho executado pelo Estado garante dignidade às comunidades beneficiadas. 

“A qualidade do asfalto que a gente está colocando aqui, o alargamento da pista, o sistema de drenagem, vão trazer uma segurança para quem está aqui. A trafegabilidade e o trânsito melhor vão garantir o escoamento dessa produção, mas a gente está trazendo, acima de tudo, respeito e dignidade para essas pessoas que há muito tempo esperaram uma ação do poder público”, acrescentou Wilson Lima. 

O produtor de alface José Carvalho, da comunidade Novo Paraíso, destaca as vantagens que o investimento leva à população local. 

“O nosso dia a dia aqui era bastante difícil, porque a estrada não ajudava, tínhamos bastante dificuldade para escoar nosso produto até a feira. Mas, agora, com a chegada da ajuda do Governo do Estado, estamos esperançosos que tudo dê certo e possamos ter mais facilidade para escoar nosso produto até as feiras e mesas dos consumidores”, disse o agricultor.

SOS Vicinais – O programa é executado pela Secretaria Executiva Adjunta de Política Agrícola, Pecuária e Florestal, vinculada à Secretaria de Produção Rural (Sepror), e tem verba estimada de R$ 20 milhões para realizar serviços de terraplanagem, limpeza nas laterais, remoção de material imprestável, escavação e carga de material, compactação de aterro, regularização do subleito, sub-base e base.

Recuperação de ramais – Por meio da Seinfra, está em execução o pacote de obras de mobilidade que engloba os ramais Cláudio Mesquita (4,81 quilômetros); Sol Nascente (1,98 quilômetros); Frederico da Veiga (3,48 quilômetros); e Novo Paraíso (5,43 quilômetros); além de uma rotatória. 

O contrato contempla a realização de serviços de terraplenagem, compactação de aterro, pavimentação em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ); drenagem superficial e profunda; e sinalização horizontal e vertical. 

Nesta etapa, o ramal Sol Nascente recebe serviços de terraplenagem, base e sub-base. O ramal Frederico Veiga recebe serviços de drenagem profunda. No ramal Novo Paraíso, estão em execução os serviços de levantamento topográfico e limpeza. Já o ramal Cláudio Mesquita, por se tratar de uma via de acesso aos outros três ramais, será o último a ter os serviços executados.

A previsão de conclusão dos serviços nos quatro ramais é para novembro deste ano. Além da pavimentação dessas vias, o contrato contempla uma rotatória que dará acesso aos ramais e facilitará o tráfego entre as comunidades situadas nas áreas de influência.

“São obras que vão dar uma nova cara, uma nova visão de progresso para essa região. Nós devemos entregar essa obra, se Deus quiser e se o verão assim permitir, até o fim deste ano”, disse o titular da Seinfra, Carlos Henrique Lima.

O investimento em ramais rodoviários e estradas, desde 2019, é de R$ 211,20 milhões. 

Título de terra – Wilson Lima anunciou ainda que o Governo do Estado está atuando para entregar títulos definitivos de terras para moradores das comunidades rurais por onde passa o ramal Novo Paraíso.

“Estamos priorizando agricultores. A gente está nesse processo de mapeamento, de identificação das propriedades, para a gente dar esse documento definitivo para essas pessoas. Nós temos um programa chamado Título Certo, em que a gente está entregando nas comunidades, nos municípios – principalmente ali no Sul do Amazonas – e também aqui na Região Metropolitana, além da capital. A propósito, para a capital já tem títulos prontos de alguns bairros que a gente começa a entregar a partir de agosto”, observou o governador.

 

FOTOS: Bruno Zanardo/Secom

Estados da Amazônia Legal se unem para combater queimadas e incêndios florestais

Secretários de Meio Ambiente e comandantes de Corpos de Bombeiros discutiram ações iniciais para enfrentamento, nesta quarta-feira (28/07)

O secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, participou, na tarde desta quarta-feira (28/07), de uma reunião com representantes governamentais e comandantes de Corpos de Bombeiros da Amazônia Legal. O objetivo do encontro foi articular ações conjuntas para combater incêndios florestais, queimadas e desmatamento no bioma. 

Os participantes da reunião apresentaram iniciativas já realizadas e compartilharam especificidades dos seus territórios. As informações coletadas serviram de subsídio para construção de uma matriz lógica, que fundamentará o plano operativo envolvendo cada um dos estados. 

“Aqui o que está sendo proposto, é que, ouvindo as secretarias de Meio Ambiente e os bombeiros, a gente possa fazer algo juntos, e somar para esse plano operativo nos resultados das partes, com as sugestões de cada estado”, elucidou Cira Moura, durante a reunião. 

Eduardo Taveira reforçou a importância do alinhamento com o governo federal para que as ações sejam efetivas, em especial quanto aos recursos da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O secretário estadual do Meio Ambiente do Amazonas ainda enfatizou as ações executadas no Estado e as parcerias, que têm contribuído no enfrentamento na região.

“Internamente o governo já está alinhado, inclusive com as forças de segurança, por meio da secretaria de Segurança Pública. E esperamos alinhamento com o governo federal com base na GLO, que o governador Wilson Lima emitiu solicitação de participação”, disse o secretário. 

O alinhamento com o governo federal também é essencial, por conta da sobrecarga que as áreas da União oferecem às administrações estaduais. 

“O alinhamento com o governo federal é essencial, por conta das áreas da União no estado. Isso irá ajudar bastante para que os estados possam se concentrar, também, na defesa das suas próprias áreas”, completou Taveira. 

“Os recursos humanos e de infraestrutura serão fundamentais, por parte do governo federal, para garantir uma ação exitosa na Amazônia, considerando a sua extensão e a quantidade de áreas federais que existem aqui na região", reforçou o secretário executivo do Fórum de Governadores para o Clima e Florestas (GCF), Carlos Aragon.  

Pesquisa - O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) atuará na ação conjunta dos estados, oferecendo estudos panorâmicos para análise dos números de ocorrências ambientais registradas.

Na reunião desta quarta, o Ipam apresentou estudo dos focos de calor na Amazônia e traçou linhas gerais das áreas críticas. A análise do Instituto mostrou que cerca de 10% do bioma amazônico foi queimado nos últimos anos. Estima-se que 28% a 30% do fogo que ocorreu no Brasil foi na Amazônia.

Ainda de acordo com o Ipam, os números de queimadas foram registrados em anos do fenômeno El Niño, que, na América do Sul, já causou graves secas e períodos de estiagem. Quanto maior o período de seca, mais fogo foi registrado. 

Ações do Estado - O governo do Amazonas atua desde o início de abril, na repressão ao desmatamento ilegal, por meio da Operação Integrada Tamoiotatá. Atualmente, a operação está em sua sétima fase de ações no sul do Amazonas, com foco nos municípios mais vulneráveis da Amazônia Legal, em decorrência de ocupações irregulares em áreas públicas, em especial, em áreas da União. 

O Amazonas enviou um ofício ao governo federal formalizando a adesão do estado à Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que permite a ação das Forças Armadas no combate a crimes ambientais em território amazonense.

Além dessas ações, o estado tem atuado na capacitação de brigadistas florestais em sete municípios do sul do Amazonas. Até o momento, 145 novos brigadistas foram formados para atuar contra queimadas ilegais nas cidades de Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Humaitá, Apuí e Boca do Acre. A cidade de Canutama também receberá cursos de capacitação até o final de agosto.

Junto a isso, a Sema obteve a aprovação de R$ 11,5 milhões do Banco Alemão de Desenvolvimento KFW, para contratar 240 brigadistas, para reforçar a atuação estadual contra as queimadas. Parte do recurso também será usada para contratação de um serviço de monitoramento por drone, em tempo real, do desmatamento no sul do estado, a fim de auxiliar as equipes em campo pela operação Tamoiotatá e, também, apoiar o Ipaam na autuação remota de infratores.


FOTO: Jakeline Xavier/Sema


Fecomércio-AM agradece governador Wilson Lima por ações do Estado durante a pandemia de Covid-19

O presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, agradeceu ao governador Wilson Lima, nesta terça-feira (28/07), pela atuação durante os períodos mais críticos da pandemia da Covid-19 no Amazonas. Ele ressaltou que as ações do Estado ajudam a amenizar os impactos da pandemia na economia e que o governador tem mantido diálogo constante com as entidades de classe. 

“Nós estamos aqui para manifestar nossa gratidão ao governador por tudo o que ele fez pelo comércio. Ele nos ouviu, teve a oportunidade de aferir as nossas preocupações, as absorveu. Por isso temos essa obrigação em manifestar a solidariedade do comércio. O governador teve essa capacidade grandiosa de nos ouvir, de entender as nossas reclamações e, acima de tudo, de se solidarizar todos os anseios que a gente estava sentindo”, disse o Aderson, durante reunião-almoço com Wilson Lima na tarde de hoje, na sede da entidade. 

Entre as medias adotadas pelo governador durante a pandemia está a manutenção do funcionamento de supermercados e farmácias, bem como de segmentos do comércio e serviços por sistema de delivery e drive-thru, durante períodos de maior restrição de circulação de pessoas. 

Para amenizar perdas do setor de comércio e serviços, o Governo do Estado também estendeu prazos de recolhimento de impostos e disponibilizou o Crédito Emergencial, uma forma de injetar principalmente capital de giro no segmento.  Os recursos permitem custear despesas ou custos operacionais como folha de pagamento, aluguel, contas de consumo e outros necessários para a manutenção da atividade produtiva. Também são destinados a investimentos fixos para adequações e melhorias nos estabelecimentos, aquisição de máquinas e equipamentos para aumento de produtividade. 

"Nós tivemos uma preocupação muito grande, principalmente nos dois momentos mais difíceis da pandemia, de manter um diálogo com o comércio, e entender que caminhos que a gente seguiria, entendendo que nós tínhamos a necessidade de restringir algumas atividades em razão da segurança sanitária e, por outro, também tínhamos a necessidade de fazer com que o comércio continuasse funcionando para a geração de emprego e renda e para o atendimento de necessidades básicas, de necessidades essenciais”, disse o governador. 

Wilson Lima agradeceu à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo pelo reconhecimento. “Sempre tive aqui na Fecomércio grandes parceiros, um entendimento muito maduro da situação que a gente estava enfrentando, e graças a Deus hoje a gente tem um cenário muito diferente e o comércio tem dado uma resposta muito positiva", frisou o governador.


Fotos: Diego Peres/Secom

Prefeitura de Manaus combate mosquito Aedes aegypti em ação na zona Oeste

 

A Prefeitura de Manaus realizou nesta quarta-feira, 28/7, ação de combate ao mosquito Aedes aegypti no bairro Planalto, na zona Oeste da cidade. A área foi escolhida por estar entre os dez bairros daquela área geográfica com o maior índice de infestação, de acordo com o resultado do diagnóstico de 2021, o LIRAa, feito pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). O Distrito de Saúde (Disa) Oeste registrou Índice de Infestação Predial (IIP) de 4,7% e Índice de Breteau (IB) de 7,1%.

Quando associados os índices entomológicos e o número de casos notificados das doenças transmitidas pelo Aedes, o Disa Oeste também apresenta o maior número de localidades de alta vulnerabilidade (13 bairros) para a transmissão de doenças causadas pelo mosquito.

Os outros bairros daquela região que apresentam maior índice de infestação são Santo Antônio, São Jorge, D. Pedro, Alvorada, Lírio do Vale, Nova Esperança, da Paz, Redenção e Tarumã.

A titular da Semsa, Shádia Fraxe, destacou que a prefeitura vem trabalhando para combater o Aedes aegypti, mas que a população precisa contribuir porque 90% dos criadouros estão em depósitos que ficam nos terrenos das casas.

“A população precisa estar atenta a isso. Nós saímos do período sazonal e vamos entrar no chamado ‘verão amazônico’, mas, ao contrário do que era esperado, os casos continuam ocorrendo, não está havendo redução. Por isso, vamos intensificar essas ações nos meses de agosto, setembro e outubro, para quando chegar novamente o período de chuvas, não termos esses criadouros”, informou.

O chefe do Núcleo de Controle da Dengue, da Semsa, Alciles Comape, explicou que essas ações são organizadas a partir do resultado do levantamento, que fornece um raio-x da ocorrência dos mosquitos em cada bairro da cidade.

“O Planalto foi apontado como um dos bairros de alta vulnerabilidade, ou seja, pode apresentar um número elevado de casos de dengue, zika vírus e febre chikungunya, que são doenças transmitidas pelo Aedes. Com base nisso, estamos intensificando nossas ações educativas nessas áreas, para conscientizar a população para que cuide de seus ambientes, evitando a reprodução do mosquito, conforme orientação do prefeito David Almeida”, disse.

Alciles destacou, ainda, que nas ações, as equipes da Semsa procuram eliminar os prováveis criadouros. Quando isso não é possível, é feito o tratamento focal, com produtos químicos. Se ainda assim os casos persistirem, a Semsa entra com a borrifação com produto específico, popularmente chamado de “fumacê”, que elimina o criadouro e o mosquito adulto, quebrando a cadeia de transmissão das doenças que ele pode causar.

*O diagnóstico*

O primeiro diagnóstico de infestação do mosquito Aedes aegypti - LIRAa, foi realizado em Manaus no período de 14 a 28 de junho deste ano, nos quatro distritos de saúde da área urbana. De acordo com o resultado, o mapa de vulnerabilidade apontou que dos 63 bairros oficiais, 25 estão na classificação de alta vulnerabilidade; 28 estão em média; e dez bairros foram classificados com situação de baixa vulnerabilidade.

O Índice de Infestação Predial (IIP) ficou em 1,9%. Com isso, Manaus permanece no chamado médio risco para as doenças transmitidas pelo Aedes. Médio risco compreende valores entre 1,0% e 3,9%.

De acordo com os registros no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), de janeiro a junho de 2020, em Manaus, houve 1.404 notificações de casos de dengue, 57 de zika vírus e 34 de febre chikungunya. Destes, foram confirmados 541 casos de dengue, 32 de zika e 3 de chikungunya. Nos seis primeiros meses de 2021, já são 4.346 notificações de dengue, 82 de zika vírus e 90 de febre chikungunya, com 2.910 casos confirmados de dengue, 30 de zika vírus e 24 de chikungunya.

 

Foto:Camila Batista / Semsa    

Em Rio Preto da Eva, governo do Amazonas libera mais de R$500 mil em crédito rural no Dia do Agricultor

O Governo do Amazonas, por meio da parceria Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), liberou recursos na ordem de R$513,3 mil para agricultores familiares de comunidades rurais de Rio Preto da Eva (distante 57 quilômetros de Manaus). A assinatura dos contratos aconteceu durante a solenidade em alusão ao Dia do Agricultor, realizada nesta quarta-feira (28/07), na sede da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento.

Ao todo, 26 projetos voltados às atividades de avicultura (criação de aves), horticultura, piscicultura (criação de peixes), pesca artesanal e cultivos de açaí, laranja, mamão e banana foram aprovados. Somados, estes projetos correspondem a um investimento de mais de R$ 513 mil no município, na forma de implementos e capital de giro.

Durante o evento, também foi proferida uma palestra sobre Crédito Rural, ministrada pelo engenheiro agrônomo do Idam, Carlos Alberto, e distribuídos, pela secretaria de Produção do município, 32 mil alevinos de tambaqui, cestas básicas e brindes aos participantes.

“Este trabalho é muito importante para consolidar as políticas públicas de avanço do setor primário no município, uma vez que Rio Preto da Eva contribui significativamente para o abastecimento do mercado consumidor aqui da capital, juntamente com os demais municípios da região metropolitana”, comentou o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do Idam, Tomás Sanches.

Ele salientou, também, a importância da parceria entre o Idam e a prefeitura de Rio Preto da Eva em levar assistência técnica, extensão rural, informação, acesso ao crédito rural e tecnologias aos produtores familiares do município.

Para a piscicultora Sandra Albertini, do Ramal ZF1, a assistência fornecida pelo Idam na forma de visitas técnicas e elaboração de projetos de crédito rural tem sido de grande importância para a sua produção.

“Atualmente nós estamos com uma produção de matrinxã que o Idam tem ajudado muito com visitas e projetos, que nos deram a oportunidade de conseguir custeio pela Afeam. Para nós, esse financiamento foi muito importante no custeio dos peixes e estamos contentes e trabalhando para que as coisas possam se sair melhor depois dessa pandemia”, finalizou Sandra.

 

FOTOS: Divulgação / Idam

 

CoronaVac é eficaz contra variante Gama, indica estudo feito com profissionais da saúde em Manaus

Estudo inédito publicado nesta semana, na revista The Lancet Regional Health Americas, confirmou a eficácia da vacina CoronaVac contra a variante Gama (também conhecida como P.1) do novo coronavírus. A pesquisa, fruto do trabalho do Comitê Assessor Técnico Científico que apoia o Governo do Amazonas, analisou dados de vacinação de profissionais da saúde de Manaus, onde o imunizante foi usado em 97% desse público. 

Segundo o infectologista da Fiocruz do Mato Grosso do Sul, pesquisador Júlio Croda, que coordenou os trabalhos, este é o primeiro estudo publicado em uma revista científica sobre a efetividade do imunizante contra a variante Gama, identificada pela primeira vez no Brasil no final do ano passado e determinante para a intensidade da segunda onda de Covid-19 em Manaus. 

De acordo com a publicação, a CoronaVac foi 50% eficaz, a partir da primeira dose, para prevenir casos sintomáticos de Covid-19 em locais onde há prevalência da variante Gama. “Os dados deste estudo confirmaram os dados do ensaio clínico inicial da vacina, de 50%, feito antes de surgirem as novas variantes. Mas é importante destacar que o imunizante previne formas graves da doença, não os casos leves e assintomáticos”, explicou. 

Proteção a partir de 14 dias - Júlio Croda, que também é professor da Universidade Federal de Mato Grosso, ressalta que a proteção ocorre a partir do 14º dia de aplicação das doses. Por esse motivo, é fundamental manter todos os cuidados não farmacológicos até lá, como o uso de máscaras e o distanciamento social.  

“Nos primeiros 13 dias, você tem um aumento das chances de ser infectado, não porque a vacina é ineficaz, mas porque ainda não há proteção suficiente e as pessoas acabam se expondo mais”, alertou. 

*Controle da transmissão* - O estudo, publicado na edição da revista para as Américas, mostra também que a vacinação, por si só, não vai controlar a transmissão da Covid-19, mas vai prevenir os casos mais severos. 

É por este motivo, segundo o pesquisador, que países europeus e os Estados Unidos estão revendo o uso de máscaras, "inclusive por quem já foi vacinado”. Nesta terça-feira (27/07), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recuou e recomendou o uso do acessório. O motivo é a preocupação com a variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia. 

*Metodologia* - O estudo liderado por Julio Croda analisou os dados de 53 mil profissionais de saúde na capital amazonense. Destes, foram filtrados os que fizeram testes RT-PCR no período de 19 de janeiro a 13 de abril deste ano. 

Os profissionais foram divididos em quatro grupos, considerando os que apresentaram sintomas no período e fizeram testes RT-PCR: casos positivos, negativos, profissionais vacinados e não vacinados. “A partir daí fizemos várias comparações nesse público”, disse Croda. 

A escolha de Manaus para a realização da pesquisa se deu porque, na cidade, a disseminação da variante P.1 representou 66% das amostras de Covid-19 genotipadas durante o pico da pandemia no início de 2021. 

*Reforço na vacinação* - Para o diretor-presidente da FVS-RCP, Cristiano Fernandes, o estudo reforça também a importância do esquema vacinal completo, com duas doses. “A CoronaVac mostrou-se também influente na proteção contra a variante de Gama. Importante salientar que essa linhagem é predominante no Amazonas e o estudo é um incentivo para que as pessoas busquem se vacinar com as duas doses do imunizante, completando o esquema vacinal”, afirmou. 

Cristiano salienta, ainda, que é fundamental a manutenção das medidas de prevenção. “Aliada à vacina, o uso de máscara de proteção respiratória, distanciamento e isolamento social e higienização das mãos são necessárias para reduzir a transmissão, morbidade e mortalidade na população”, acrescentou.

*Parceria* - A pesquisa publicada no dia 25 de julho é fruto do trabalho do Comitê Assessor Técnico Científico que apoia o Governo do Amazonas. 

Entre os pesquisadores que participaram do estudo estão representantes da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Fundação  Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Leônidas e Maria Deane - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Amazônia) e Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa), além de pesquisadores de outros estados e dos Estados Unidos. 

 

Fotos:Pesquisador Julio  Croda.  

Fotógrafo: Diego Peres/Secom