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Lojistas acionam Amom e denunciam demora em obra para fechar cratera no Centro de Manaus

Segundo a Defesa Civil, prédios “não correm riscos”, mas a cratera na rua Henrique Martins só aumenta rede maio de 2020

O vereador Amom Mandel (PODE) esteve no fim da manhã neste sábado (01/04), a pedido de comerciantes e populares, na Avenida Henrique Martins, Centro de Manaus. O parlamentar foi conferir de perto a situação de uma cratera que se abriu no local e coloca em risco a população, prédios vizinhos, além de prejudicar o trabalho de empresários. “Esse é um problema que se arrasta desde 2020 e pelo visto vai seguir por mais tempo. Essa cratera só aumenta e prejudica comerciantes em um momento tão sensível da nossa economia”, disse Amom Mandel.

O comerciante Firas Traireh, um dos que acionaram o parlamentar, afirma que com as recentes chuvas existe um medo de seu Imovel, onde funciona uma sapataria, desabar. “A gente percebe claramente que o risco só aumenta. Além do prejuízo econômico, temos o prejuízo psicológico para funcionários e um perigo para quem passa por aqui”, lamenta o comerciante.

Após a chegada do vereador ao local, uma equipe da Defesa Civil do Município chegou ao espaço para fazer uma avaliação dos riscos da área. O diretor de operações do órgão garantiu ao parlamentar que não há risco de novos desabamentos. “A gente fez uma avaliação dos imóveis ao redor e podemos garantir que nesse momento não há risco dos prédios desabarem”, afirmou Major Falcão.


Problema é antigo.

A Defesa Civil de Manaus informou ao parlamentar que a cratera é uma ocorrência conhecimento do município desde maio de 2020 e aumentou após a demolição de um prédio construído em cima de uma galeria que corta a rua. Apesar disso, quase um ano depois, o Poder Executivo ainda não deu solução para o problema.

“É incrível como a burocracia e falta de sensibilidade só fizeram o problema aumentar. A gestão anterior não resolveu e a nova administração está fazendo, neste momento, umaavaliação no local e espera o resultado de uma licitação para começar a resolver o problema. Ou seja, não há celeridade. Comerciantes estão prejudicados, pessoas perderam o emprego e tudo vai ficando por isso, infelizmente”, disse Amom.

O vereador informou que irá enviar solicitação formal à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) pedindo o plano e o projeto básico para execução da obra de reparos no local.



Fotos: M Lucian/Equipe Amom 


Wilson Lima acompanha despesca de tambaquis que serão doados para famílias em vulnerabilidade social

Governo do Amazonas comprou 167 toneladas de pescado para doação na Semana Santa

O governador Wilson Lima acompanhou, na manhã desta quinta-feira (1º/04), a despesca de tambaqui em uma propriedade rural no Km 65 da rodovia AM-010. O pescado, proveniente de viveiros, foi adquirido pelo Governo do Amazonas para distribuição a famílias em situação de vulnerabilidade social. Ao todo, o Estado comprou 167 toneladas de pescado, que já começaram a ser entregues.

“Nós estamos comprando 167 toneladas para entregar àquelas famílias em condição de vulnerabilidade social. Por um lado, nós estamos garantindo a renda porque nós estamos comprando de aproximadamente 50 piscicultores, tanto na Região Metropolitana quanto no interior. Por outro lado, nós estamos garantindo segurança alimentar para aquelas pessoas que mais precisam”, explicou Wilson Lima.

O recurso para aquisição dos peixes totaliza R$ 1 milhão e corresponde ao dobro do ano passado. O valor é oriundo de destaque orçamentário da Secretaria de Produção Rural (Sepror), por meio do programa “Agro Amazonas”.

O pescado, doado nos dias da celebração cristã da Semana Santa, está sendo adquirido junto a piscicultores e duas agroindústrias cadastradas na Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), nos municípios de Rio Preto da Eva, Manacapuru, Iranduba, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Manaus, Benjamin Constant e Humaitá.

Além da capital, a distribuição será feita em 17 municípios do interior. São eles: Iranduba, Manacapuru, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Silves, Itapiranga, Careiro Castanho, Autazes, Manaquiri, Novo Airão, Barcelos, Humaitá, Tabatinga, Benjamim Constant, Atalaia do Norte e São Gabriel da Cachoeira.

A despesca acompanhada pela equipe do Governo do Estado nesta quinta-feira ocorreu na Chácara Sagrada Família, propriedade do piscicultor Luiz Bonfá, que atualmente possui um total de aproximadamente 25 hectares de lâmina d’água para criação de peixe. Na propriedade dele, foram despescadas 18 toneladas de tambaqui roelo, com média de 2 quilos de peso cada exemplar.

A compra da produção pelo Governo do Amazonas vai reduzir os danos causados pela pandemia da Covid-19. “Veio em boa hora, sim, porque nessa pandemia muitos restaurantes fecharam, feiras também, e caiu muito a venda do pescado. Inclusive, nessa Semana Santa está bastante tímida a venda. Essa ajuda do governo veio em boa hora”, declarou.

Impacto social – As doações estão sendo repassadas às instituições por meio da rede de assistência do Estado, composta pelas Secretarias de Assistência Social (Seas) e de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Sejusc), além do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS). As famílias cadastradas nessas instituições receberam o pescado comprado pelo Governo do Estado.

Assessoria técnica – O proprietário da Chácara Sagrada Família, Luiz Bonfá, foi beneficiado pelo Governo do Amazonas com a aquisição de 10 aeradores, por meio da doação onerosa que está sendo executada pela ADS desde 2019. Aeradores são responsáveis pela oxigenação da água, incorporando o ar no ambiente aquático para que os peixes possam respirar. Além disso, Luíz Bonfá é um dos inúmeros piscicultores e produtores rurais que recebem assessoria técnica do Governo do Amazonas.

“Estamos sempre em sintonia. Temos essa parceria e trocamos essa experiência. Isso é importante para o nosso setor, um apoiando o outro. Estudantes também vêm aqui visitar, nós damos apoio, estamos aqui para ajudar, somar”, disse Luiz.

Feirão do Pescado da ADS continua até sexta-feira (02/04)

Iniciativa do Governo do Amazonas oferece variedades de peixes com valores acessíveis e garantia de qualidade durante a Semana Santa

Pirarucu, matrinxã e outras espécies de peixes regionais estão sendo vendidas a preços promocionais no Feirão do Pescado da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), que acontece até a sexta-feira (02/04), atendendo a população nos Centros de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, no bairro Cidade Nova, e Magdalena Arce Daou, no Santo Antônio, e também no Centro Social Urbano do Parque Dez (CSU), em Manaus.

A iniciativa do Governo do Amazonas tem como objetivo oferecer peixes regionais de qualidade e com preço justo durante a Semana Santa. A feira teve início na última terça-feira (30/03) e trouxe otimismo para comerciantes como Rodrigo Soares, vendedor de peixe, que vê na ação uma oportunidade de gerar renda e garantir o sustento para a família.

“Ajuda, é muito bom, porque muitas das vezes a gente está vendendo nas feiras e as feiras estão fechando. Mas hoje, essa semana para nós está sendo muito maravilhosa. Graças a Deus, a gente agradece ao Governo do Estado, aos demais que estão ajudando e ao povo que está vindo comprar o nosso produto”, diz.

Nesta quinta-feira (1º/04), o público poderá fazer suas compras no Feirão do Pescado da ADS até as 19h. Já na sexta-feira, último dia, a ação acontece das 7h às 13h.

Valores – A feira funciona de maneira presencial e por meio de entrega domiciliar (delivery), oferecendo produtos como o peixe in natura, processado em forma de filé tratado e embalado e, claro, o peixe regional. Os preços máximos que serão praticados variam entre R$ 7,50 e R$ 34,50 o quilo.

Além disso, neste ano a iniciativa do Governo do Estado conta com a participação de produtores rurais, com a venda de hortifrutis durante o Feirão do Pescado. Para quem compra, o benefício vem em forma de variedade e economia.

O contabilista Jonas Cunha esteve com a família visitando a feira situada no Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, onde aproveitou para comprar um tambaqui para a ceia de Páscoa.

“Estou achando um espaço maravilhoso. Temos que prestigiar a feira, aproveitar a oportunidade e comprar um peixe novinho para a gente poder degustar com a família”, avalia.

 

FOTOS: Herick Pereira/Secom

Professores da rede municipal fazem vídeos para complementar atividades remotas da educação infantil em Manaus

Tecnologia, criatividade e ludicidade são os critérios que os professores do Centro Municipal de Educação Integral (Cime) Viviane Estrela Marques Rodella, no bairro Lago Azul, zona Norte, usam para deixar as aulas das crianças da educação infantil ainda mais interessantes, por meio de aplicativos para editar e criar vídeos. As gravações complementam as atividades do projeto “Vamos Brincar!”, desenvolvido pela Prefeitura de Manaus, para atender os alunos de 1 a 5 anos de idade, durante o período de isolamento social.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) suspendeu as aulas presenciais em março do ano passado, devido à pandemia do novo coronavírus. Longe dos alunos fisicamente, muitos professores se reinventaram e escolheram a criatividade para ajudar a manter o fluxo de aprendizagem dos estudantes.

Beatriz Maciel, professora do 2º período do Cime Viviane Estrela, foi uma das primeiras a buscar novas alternativas e depois de algumas pesquisas na internet, aprendeu a roteirizar, gravar e editar vídeos.

“A ideia surgiu porque eu queria levar um pouco de alegria às crianças que estavam em isolamento. Queria fazer uma aula mais significativa, em que elas pudessem aprender brincando. Aí tive que me reinventar, buscar novas formas e maneiras de ensinar. Pesquisei o processo de edição de vídeo e aplicativos que pudessem me ajudar a desenvolver esse trabalho e deu certo”, explicou a professora.

O cenário das gravações é na base do improviso, com um TNT amarelo na parede, que forma o fundo neutro. O processo de edição do vídeo começa no computador, onde a professora coloca os GIFs e imagens, depois passa para o celular para inserir a imagem dela e após ser finalizado, o material é enviado aos pais por aplicativo de mensagens.

Motivação

A exemplo de Beatriz, a professora Ellen dos Santos, também do Cime Viviane Estrela, foi outra educadora a se aventurar nas gravações. E com um celular na mão, ela pensa em todos os detalhes para deixar o vídeo ainda mais atrativo aos alunos.

“Às sextas-feiras, eu preparo o meu planejamento com o roteiro das atividades detalhadas e chego a gravar um vídeo por dia, em casa mesmo. Coloco animações, músicas e encaminho para o WhatsApp dos pais, que desenvolvem com as crianças ações. O que fazemos é um complemento às aulas do projeto “Vamos Brincar!”, explicou Ellen.

A pequena Ana Beatriz Batista Reis, 5 anos, aluna do Cime Viviane Estrela, gosta muito das aulas e, principalmente, da professora da turma dela.

“A minha professora Ellen é muito legal. Com ela eu aprendo muitas coisas todos os dias. A gente faz vários desafios e atividades muito bacanas. A minha escola está de parabéns por ter uma professora muito competente e eu espero estudar com ela por muito tempo”, disse Beatriz.

O agente de portaria Stanley Reis é o pai da Ana Beatriz e de mais outras duas meninas. Ele conta que toda a família participa das atividades.

“De certa forma a gente volta a ser criança de novo. Tudo é muito divertido e conseguimos interagir com os coleguinhas da Ana e com a professora. Mas tem o lado difícil também, sentimos na pele o que um professor da educação infantil sente. Tem que ter paciência e dedicação. Mas juntos conseguimos fazer atividades bem legais”, completou.

Planejamento

O gestor do Cime Viviane Estrela, Anderson Rodrigues, afirma que o planejamento das aulas é realizado às sextas-feiras, com cada professor desenvolvendo, de forma individual, os conteúdos programáticos. Ainda segundo o gestor, não houve nenhuma formação sobre gravações de vídeos.

“De 27 professores do Cime, 14 fazem vídeos. Não teve treinamento, eles foram experimentando e aprendendo sozinhos. Desde que iniciamos a proposta de educação integral, a equipe ficou muito motivada em inovar suas práticas pedagógicas”, pontuou o diretor, que também falou sobre as ações para os alunos sem acesso a internet.

“Nós adotamos um procedimento semanal para atender aqueles alunos que não conseguem acompanhar as aulas nem pela internet e nem pela TV.  A escola imprime todas as atividades e o pai ou responsável retira na unidade, durante a semana. Os estudantes respondem às tarefas em casa e devolvem ao professor, para que sejam corrigidas e já levam as próximas”, explicou o gestor.



Fotos - João Viana / Semcom


Prefeito David Almeida prorroga interdição da praia da Ponta Negra até 30 de abril

O prefeito de Manaus, David Almeida, decidiu ampliar a interdição da praia do Complexo Turístico Ponta Negra, na zona Oeste, até o dia 30 de abril, como uma das medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19. O decreto municipal 5.056/2021 foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) dessa quarta-feira, 31/3.

“O decreto mantém a restrição da Ponta Negra para banho e acesso ao balneário, a fim de evitar aglomerações neste momento, onde o mais importante é salvar vidas e manter a segurança da população. Enquanto isso, aceleramos a vacinação de grupos de risco e seguimos em busca de mais doses”, destacou David Almeida.

Pelo decreto, ficam permitidas as atividades dos permissionários fornecedores de refeições, gêneros alimentícios e similares, em estabelecimentos localizados no complexo, das 6h às 20h. Demais comerciantes, de 6h às 17h.

Em qualquer hipótese, fica vedado o acesso à praia. A nova medida considera o decreto nº 5.035, de 16 de março de 2021, que interditou a praia do parque.

A praia está interditada desde o dia 18 de setembro de 2020, quando o número de casos da doença voltou a aumentar na capital, e permaneceu fechada, tanto no aniversário de Manaus, em 24 de outubro, quanto nas festividades de final de ano (Natal e Ano-Novo).

Na área do calçadão, onde a população voltou a frequentar o espaço para a realização de atividades físicas ao ar livre, em decorrência da flexibilização do decreto estadual, a Guarda Municipal e a comissão do parque mantém a fiscalização no local e orientação aos usuários.

Foto: Valdo Leão / Semcom

Balança Comercial: Motocicletas seguem em alta nas exportações do Amazonas para os EUA

 

No interior, Presidente Figueiredo é o maior exportador e contabiliza US$ 6 milhões em exportações de ferro-ligas para a China

As exportações de motocicletas do Amazonas para os Estados Unidos (EUA) cresceram 141% no comparativo de Fevereiro/2020 com Fevereiro/2021. É o que revela a análise feita pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), tendo como base de dados, a Balança Comercial do Amazonas de Fevereiro/2021.

No relatório, o item “motocicletas” foi o segundo produto mais exportado, com o volume de US$ 8,8 milhões, equivalente a 12,9% do total, e foi o responsável por 50,11% das aquisições desse produto.

Em um contexto geral, em relação a  fevereiro de 2020, a Balança Comercial do Amazonas em fevereiro deste ano apresentou crescimento nas exportações de 30%; em comparação com Janeiro/2021, elas tiveram redução de 5,23%. Os valores exportados alcançaram cifras de US$ 68 milhões.

Novamente, a Venezuela foi o principal destino das exportações amazonenses, o equivalente a 23% do total, e responsável pelo volume de US$ 16 milhões. O item “óleo de soja” foi o principal produto exportado para o país vizinho e teve participação de 23% das exportações.

Considerado isoladamente, o produto mais exportado em fevereiro aparece como “outras preparações alimentícias” (itens para elaboração de bebidas), com o montante de US$ 13 milhões, equivalente a 19% do total exportado. A Bolívia foi o principal destino desse item, com a participação de 41% da exportação.

Já a Alemanha continua comprando “ouro manufaturado” do Amazonas com participação de 78% do produto, que foi o terceiro mais exportado, registrando a cifra de US$ 7,9 milhões, equivalente a 11%.

Importação – As importações para o estado do Amazonas em Fevereiro/2021 registraram o volume de US$ 945 milhões, um aumento de 24% na comparação com Fevereiro/2020, e de 1,14% na comparação com janeiro de 2021. A China se mantém como principal origem das importações, responsável pelo valor de US$ 424 milhões, o que representa a participação 44% das importações totais do Amazonas.

O principal produto importado aparece na lista como “outras partes destinadas aos aparelhos transmissores”, no valor de US$ 131 milhões, o equivalente a 13% das importações. Desse total, cerca de 85% foram originários da China. O item “processadores e controladores” consta no relatório como o segundo produto mais importado, alcançando cifras de US$ 82 milhões, e com participação de 8% sendo a China a origem de 37% das compras desse produto.

Corrente de Comércio – Em fevereiro, a Corrente de Comércio do estado do Amazonas (soma das importações com as exportações) totalizou US$ 1.013,46 milhões, uma variação de +24,8% na comparação com fevereiro de 2020 e de -0,69%, em relação a janeiro de 2021. O saldo em fevereiro foi de US$ -877 milhões.

Municípios do interior – Quanto aos municípios do interior, a Balança Comercial de Fevereiro/2021 destaca Presidente Figueiredo como o maior município exportador, responsável pelo montante de US$ 6 milhões. O município exportou o produto “ferro-ligas” para a China. Já o segundo colocado foi Itacoatiara, com cifras de US$ 1 milhão, com a exportação de “madeira serrada” para a Holanda.

Nas importações, influenciado pelas operações de empresas do setor de extração de gás natural, o município de Silves se destacou como maior importador, registrando o volume de US$ 3 milhões. A Argentina foi o maior parceiro comercial com o produto “máquinas e aparelhos mecânicos”.

Itacoatiara ficou em segundo lugar nas importações, com o valor de US$ 364 mil, tendo o Canadá como principal local de origem das importações do item “outros motores e máquinas motrizes”, como principal produto.

Setores de cultura e eventos têm apoio de Eduardo Braga no Senado

 

A prorrogação da Lei Aldir Blanc e o PERSE tiveram voto favorável do líder do MDB

O senador Eduardo Braga (MDB/AM) comemorou a aprovação, nesta quarta-feira (31), do projeto que prorroga a chamada Lei Aldir Blanc, criada no ano passado para socorrer a área de cultura durante a pandemia. “Esse projeto é extremamente meritório. Ele faz justiça a todos os artistas, produtores e demais trabalhadores da cultura brasileira, que tiveram suas apresentações e shows cancelados e estão entre os mais prejudicados pela pandemia”, lembrou o líder do MDB no Senado, ao declarar o apoio do partido ao projeto, que segue agora para análise na Câmara dos Deputados.

A Lei Aldir Blanc previu o repasse de R$ 3 bilhões a estados e municípios para auxílio emergencial a trabalhadores do setor de cultura, além de subsídio para manutenção de espaços culturais e para editais e chamadas públicas. O projeto aprovado nesta quarta-feira prorroga até o final de 2022 o prazo para a alocação dos recursos em projetos culturais. Também fica prorrogado o prazo para prestação de contas da aplicação dos recursos.

 “Essa prorrogação é fundamental para amenizar o sofrimento de trabalhadores que tanto engrandecem o nosso país”, comentou o senador Eduardo, lembrando que teatros, museus, bibliotecas e outros espaços culturais continuam fechados por conta da pandemia. A estimativa é que mais de 700 mil profissionais foram diretamente beneficiados pela Lei Aldir Blanc. 

Eventos -* O parlamentar do Amazonas destacou a aprovação, um dia antes, do projeto que cria o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE). O texto parcela débitos das empresas dos setores de eventos e turismo com o Fisco e estabelece outras medidas para compensar a grande perda de receitas, como a alíquota zero de PIS/Pasep, Cofins, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) por 60 meses.  

Para Eduardo Braga, o PERSE faz  justiça a um setor também extremamente prejudicado pela pandemia. Ele explicou que poderão aderir ao programa empresas de hotelaria, cinemas, casas de eventos, casas noturnas, de espetáculos, buffets sociais e infantis, além de empresas que realizem ou comercializem congressos, feiras, feiras de negócios, shows, festas, festivais, simpósios ou espetáculos em geral e eventos esportivos, sociais, promocionais e culturais. 

Na área do turismo, o PERSE inclui agências de viagens, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos na área, parques temáticos, acampamentos turísticos e meios de hospedagem. Pela estimativa apresentada no relatório do projeto, o setor de eventos reúne mais de 60 mil empresas no país, gerando cerca de 7,5 milhões de empregos diretos, indiretos e terceirizados.  




Foto:Assessoria de Imprensa