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Wilson Lima destaca avanços do Plano de Contingência na abertura de leitos na capital e interior

 

Durante transmissão de live pelas redes sociais do Governo do Estado, nesta segunda-feira (04/01), o governador Wilson Lima apresentou o avanço do Governo do Estado com o Plano de Contingência, que resultou na ampliação e reordenamento da rede de saúde no enfrentamento à Covid-19. O Amazonas saiu de 457 leitos para os atuais 1.070, um aumento de 134%. Desses, 260 são leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Conforme o governador, durante o ano de 2020 foram destinados, aos 61 municípios, 875 leitos clínicos para atendimento de Covid-19. O Amazonas quase triplicou a quantidade de Unidades de Cuidados Intermediários (UCI) no interior, saindo de 49 para 203 leitos em 33 municípios. Desses, 143 para pacientes Covid-19.

“O diálogo é fundamental nesse momento, e foi através do diálogo e de ter experiência de profissionais e de quem está lá na ponta que nós conseguimos montar esse nosso plano de contingência e também ampliar essa nossa rede de assistência, só pra vocês terem ideia do tanto que a gente conseguiu aumentar desde o início da pandemia”, explicou o governador Wilson Lima. 

O governador participou de reunião, na manhã desta segunda-feira (04/01), no Hospital Delphina Aziz, para iniciar as tratativas com a equipe do Ministério da Saúde nas ações de enfrentamento à Covid-19 no estado. Wilson Lima pontuou o apoio do Governo Federal direcionado para a ampliação da rede de saúde, para garantir atendimento das pessoas acometidas pela doença.

“Estamos trabalhando para fazer um alinhamento com o Governo Federal, que tem sido um parceiro nesse trabalho porque tem nos auxiliado com profissionais, que nos ajudaram e continuam nos ajudando a montar protocolos, fluxos, encaminhando medicamentos, equipamentos. Nesta semana devemos receber mais 78 respiradores. Há 15 dias recebemos 50 respiradores e 80 monitores”, disse Wilson Lima.

Compromisso – A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS), Mayra Pinheiro, também participou da live e reafirmou a colaboração do Governo Federal na execução de ações essenciais para a rede de saúde. 

“Estamos atuando para desenvolver estratégias para melhor atender a população, não só de Manaus, mas dos municípios do estado. Tivemos uma manhã com o clima de objetividade, pois estamos analisando a situação da saúde em Manaus, nos outros municípios, na atenção primária, na atenção secundária, que corresponde aos internamentos, aos hospitais, aos leitos, e na atenção terciária, que são os leitos de UTI. Estamos juntos buscando, em um prazo muito breve, desenvolver todas as ações que forem necessárias para que não faltem nem equipamentos nem esses leitos, funcionando com efetivo de profissionais que for necessário para conduzir todos os casos clínicos”.  

Mais leitos – O titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Marcellus Campêlo, comentou que há a possibilidade de aumento de 60 leitos de UTI na rede de saúde.

“Hoje temos a possibilidade de aumentar mais 60 leitos de UTI na nossa rede. Nós estamos debatendo essa perspectiva com o ministério (da Saúde) porque nossa dificuldade hoje são os profissionais de saúde, e estamos discutindo isso hoje com os técnicos do ministério. A Dra. Mayra do Ministério da Saúde já explicou que existe um novo direcionamento para esses profissionais em relação às equipes de UTI, que podem facilitar essa disponibilização de profissionais”.

 

FOTOS: Diego Peres/Secom

SES-AM amplia número de leitos de UTI no HPS 28 de Agosto

 

ASecretaria de Estado de Saúde (SES-AM) ampliou para mais 12 o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o atendimento exclusivo de pacientes com novo coronavírus (Covid-19) no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, que já começaram a funcionar no domingo (03/01). Com isso, a unidade agora conta com 52 leitos de UTI para Covid-19.

O HPS continua recebendo pacientes de outras patologias e há 12 leitos de UTI destinados para internação. Além de ser referência para o atendimento de urgência urológica e oftalmológica.

Com o crescente número de internações diárias por Covid-19 nos hospitais de Manaus, a medida realizada no 28 de Agosto foi transferir os pacientes com outras patologias para unidades de retaguarda, como o Hospital Beneficente Português, Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon). 

As transferências, segundo a coordenadora do Gabinete de Resposta Rápida da SES-AM, Josiani do Nascimento, ocorreram conforme o perfil de cada paciente para unidade de referência, a fim de melhorar o fluxo de atendimento no HPS 28 de Agosto. 

“Pacientes clínicos ou cirúrgicos ortopédicos não Covid foram para a FHAJ e, como suporte, o HPS João Lúcio. Os que eram oncológicos com Covid foram para a FCecon; HIV e outras doenças com Covid também foram transferidos para FMT, seguindo o perfil de cada hospital”, disse.

A coordenadora destaca que o aumento no número de internações está relacionado ao desrespeito às medidas de distanciamento, com festas clandestinas, festas de final de ano e a imprudência em não seguir as medidas de prevenção para conter o novo coronavírus. 

“Estamos trabalhando 24 horas, em força-tarefa, para demandar todas as necessidades da rede de saúde. Essa força-tarefa levou em consideração a desobediência às medidas de contenção contra a Covid-19. Se todos tivessem respondido positivamente, respeitando as normas de contingência, provavelmente nós não teríamos tido um pico tão grande como estamos tendo atualmente”, afirmou Josiani do Nascimento.

Meta superada – A SES-AM já havia disponibilizado, em dez dias, mais de 400 leitos, sendo 90 de UTI, em cinco unidades de saúde, para atendimento de pacientes com a Covid-19.

O resultado superou em 40% a meta de ampliação de vagas de UTI prevista na terceira fase do Plano de Contingência para o Recrudescimento da Covid-19, que inicialmente era de 64 novos leitos de terapia intensiva para Covid, em hospitais e prontos-socorros da rede estadual, mas já alcançou 90 UTIs.


FOTOS: Rodrigo Santos/SES-AM



Wilson Lima apresenta ações de enfrentamento à Covid-19 no Amazonas a equipe do Ministério da Saúde

 

O governador Wilson Lima esteve reunido, na manhã desta segunda-feira (04/01), com uma equipe do Ministério da Saúde (MS) e o prefeito de Manaus, David Almeida, no auditório do Hospital Delphina Aziz, onde apresentou as ações do Governo do Estado inseridas no Plano de Contingência de enfrentamento à Covid-19, que devem ser discutidas com a equipe do Governo Federal para adoção de novas estratégias de combate à doença.

“O Ministério da Saúde está montando uma programação para reunir com as equipes técnicas, tanto do Estado quanto da Prefeitura, para que possamos definir alguns protocolos e fluxos, levando em consideração o Plano de Contingência, que é um plano que vem sendo executado desde o pico da pandemia. É uma equipe que vai ficar permanentemente aqui até que tenhamos uma situação estabilizada no estado do Amazonas”, destacou o governador. 

Wilson Lima ressaltou que a abertura de novos leitos e a reestruturação da rede estadual de saúde são medidas fundamentais para atender à demanda de casos. Ele reforçou o pedido de apoio à população nesse momento de recrudescimento da pandemia no estado.

“Só nos últimos dois meses nós passamos de 457 leitos para 1.038, todos destinados para pacientes com Covid-19. Agora, os números de internações têm aumentado significativamente. De sábado para domingo, nós tivemos 159 internações, o que é um número muito alto. Se não houver a colaboração de todas as pessoas, entendendo que é preciso evitar aglomerações e respeitar as orientações das autoridades em saúde, vai chegar um momento em que nós não teremos leitos disponíveis para atender aquelas pessoas que forem acometidas pela Covid”, alertou o governador.  

Alinhamento – A presença da equipe do Ministério da Saúde no estado faz parte do trabalho de alinhamento das estratégias do Governo Federal com o Governo do Amazonas no enfrentamento à Covid-19. A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, Dra. Mayra Pinheiro, explicou que o objetivo é trocar experiências para a elaboração de novas estratégias de enfrentamento à Covid-19. 

“Vamos discutir um plano de contingenciamento que o Ministério da Saúde tem, tendo em vista que o Governo do Estado também já nos apresentou um. A ideia é reunirmos com as comissões técnicas dos três níveis de atenção – a gestão é tripartite – para que possamos decidir juntos em relação a equipamentos, abertura de novos leitos, adoção de novas estratégias na atenção primária. Trouxemos uma série de sugestões que achamos necessárias para que a gente possa agilizar o atendimento e oferecer socorro para a população”, explicou a secretária.

“Viemos com a disponibilidade de permanecer no Amazonas o tempo que for necessário para que possamos somar ao Governo do Estado e do Município nas ações de enfrentamento da doença”, enfatizou Mayra Pinheiro.    

Reforço – O prefeito de Manaus, David Almeida, enfatizou que o município vai somar com o trabalho do Governo do Estado nesta questão.

“Vemos o Governo do Estado abrindo leitos na Fcecon (Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado), nas maternidades, no Hospital Tropical, um esforço importante do Governo do Estado e do Governo Federal, e a Prefeitura não vai ficar omissa diante de tudo que está acontecendo. Estamos disponibilizamos nossa mão de obra, nossas carretas móveis, temos aí Casa Civil e Procuradoria do Município, que estão unidas com o Governo do Estado para que encontremos soluções”, destacou David Almeida. 

 

FOTOS: Diego Peres/Secom

Com recorde de internações por Covid-19 em Manaus, rede pública responde melhor

 

O número de internações diárias por Covid-19 nos hospitais de Manaus já é o maior, desde o início da pandemia. Conforme o Boletim Diário de Covid-19 divulgado neste domingo (03/01) pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), 159 pessoas foram hospitalizadas nas últimas 24 horas. É o recorde de internação em um dia, superando os picos do final de abril e início de maio, quando chegaram a ocorrer 105 internações em um dia. 

Atualmente, 1.338 pacientes confirmados ou com suspeita de Covid-19 aguardando resultado de exame estão internados nos hospitais de Manaus, dos quais 810 (60,5%) na rede pública de saúde e 528 (39,5%) em hospitais privados. 

Mesmo sob a pressão dos atendimentos por causas externas, que voltaram a crescer com o fim das medidas restritivas, a rede pública melhorou sua capacidade de resposta.

O secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campêlo, observa que no primeiro pico da pandemia a cidade estava em quarentena, o que ajudou a reduzir as internações por causas externas, como os acidentes de trânsito e a violência

“Agora, estamos atendendo Covid-19 e outras causas ao mesmo tempo. Ainda estamos realizando cirurgias eletivas e fazendo os movimentos necessários para otimização desse atendimento. Os prontos-socorros e hospitais, que estão atendendo as duas situações, estão adotando fluxos de segregação, inclusive com profissionais específicos para atendimento Covid-19, em alas também exclusivas”, explicou.

Segundo ele, o Estado se antecipou ao recrudescimento do novo coronavírus e organizou a rede para o momento. “Estamos no movimento contínuo de reorganização da rede para abrir leitos Covid-19. Mas esperamos que a população também nos ajude evitando aglomeração, usando máscara ao sair e mantendo os outros cuidados, como a lavagem das mãos e o uso de álcool gel”.

Ainda em outubro, já prevendo o agravamento por conta das movimentações do período eleitoral, do recrudescimento da pandemia no mundo e a antecipação da estação das chuvas que coincide com o período sazonal das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) no Amazonas, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) anunciou um Plano de Contingência para o aumento gradativo de leitos Covid-19 na rede pública, conforme o avançar do vírus. 

Em dois meses, foram abertos 581 leitos exclusivos Covid-19 na rede pública, saindo de 457 para os atuais 1.038, um acréscimo de 127,5%.  Desses, 409 foram implantados nos últimos dez dias. 

O plano vem contando com apoio do Governo Federal, que já enviou, nos últimos dois meses, 150 respiradores e 80 monitores. Soma-se a isso ainda a consultoria do Hospital Sírio-Libanês na condução do programa “Lean nas Emergências”, que reorganizou todo o fluxo de atendimento, otimizando os leitos, de modo a evitar superlotação.

Paralelamente à operacionalização do Plano de Contingência, o Governo iniciou no final de outubro um movimento para esvaziar os prontos-socorros da capital, que são a porta de entrada para a Covid-19, a partir da realização de cirurgias ortopédicas no período noturno. Em um mês, foram feitas 250 cirurgias no horário extra, e os pacientes receberam alta. Também foram abertos leitos de retaguarda em hospitais gerais e conveniados para pacientes de outras causas.

 

FOTOS: Diego Peres/Secom e Divulgação/SES-AM

Justiça nega Mandado de Segurança de entidade que pretendia barrar liminar que suspendeu atividades consideradas não essenciais no AM

 

Desembargador Délcio Santos considerou que MS impetrado pela Associação PanAmazônia não é a via adequada para recorrer da decisão proferida pelo Juízo de Plantonista de Primeiro Grau no sábado.

O desembargador plantonista Délcio Luis Santos negou Mandado de Segurança com pedido de liminar, impetrado pela Associação PanAmazônia, que tinha o objetivo de suspender os efeitos da decisão interlocutória proferida no último sábado (02/01) pelo Juízo da Central de Plantão Cível, que determinou ao Governo do Estado do Amazonas a suspensão das atividades consideradas não essenciais pelo período de 15 dias, no Amazonas, como forma de enfrentamento ao aumento de casos da covid-19 e suas consequências. A decisão de Primeiro Grau foi proferida pelo juiz Leoney Harraquian, nos autos da Ação Civil Pública n.º 0600056-61.2021.8.04.0001, proposta pelo Ministério Público do Amazonas.

No Mandado de Segurança, a Associação PanAmazônia afirmava ser terceiro prejudicado na medida em que a decisão liminar “atinge diretamente os direitos dos seus associados e que tem potencialidade para causar prejuízo à sociedade amazonense e aos trabalhadores que dependem do comércio e da prestação de serviços para a sua subsistência”. Na ação, sustentava ainda que “não apenas as empresas formalmente constituídas, mas também boa parte do comércio informal e do comércio considerado não essencial sofrerão com a medida de limitação do funcionamento das atividades”. Além do que “tira da população o direito ao trabalho e à livre iniciativa e, ante as peculiaridades do Estado do Amazonas, resultará em altos índices de desemprego”.

Ao negar seguimento ao Mandado de Segurança, o desembargador Délcio Santos considerou não ser esta a via adequada para recorrer da decisão de Primeiro Grau. “(...) Não obstante a relevância da questão submetida a este Juízo, verifico que a inicial do presente mandamus deve ser indeferida, de plano, mormente em razão da inadequação da via eleita, pois a meu ver descabe a utilização do Mandado de Segurança para atacar ato judicial passível de recurso, nos termos do que dispõe o art. 5º, II, da Lei n.º 12.016/2009”. Conforme o dispositivo mencionado pelo desembargador, “(...) não se concederá Mandado de Segurança quando se tratar: I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução; II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; III - de decisão judicial transitada em julgado”.

O desembargador cita, ainda, no texto da decisão proferida neste domingo (03/01), a Súmula n.º 267 do Supremo Tribunal Federal (STF), segunda a qual “não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição”, bem como decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) “para quem, no regime da Lei n.º 12.016/2009, permanece válida a orientação contida na Súmula n.º 267/STF de modo que, mesmo na hipótese de decisão judicial sujeita a recurso sem efeito suspensivo, incabível o manejo do Mandado de Segurança quando o ato atacado for passível de recurso próprio”.

Délcio Santos destacou também que a decisão interlocutória proferida no último dia 02, nos autos da Ação Civil Pública n.º 0600056-61.2021.8.04.0001, encontra-se sujeita a recurso próprio, sendo, portanto, inviável a apreciação da insurgência pela via do Mandado de Segurança. “Forte nessas razões, diante da manifesta inadmissibilidade do writ, nego seguimento ao presente mandado de segurança, nos termos do art. 485, VI, do CPC, denegando, em consequência, a segurança vindicada, na forma do na forma do art. 6º, §5º, c/c art. 10, ambos da Lei n.º 12.016/09 e art. 187 do Regimento Interno deste Egrégio Tribunal de Justiça do Amazonas”, afirma o magistrado plantonista.


Liminar

No sábado (02/01), o juiz de Direito plantonista cível, Leoney Figliuolo Harraquian, considerando o expressivo aumento de casos e de mortes decorrentes da covid-19 no Estado, concedeu liminar determinando que o Estado do Amazonas adote uma série de medidas para o enfrentamento da doença. 

Entre as medidas, a adoção da recomendação da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) para a suspensão das atividades de estabelecimentos considerados não essenciais, pelo prazo de 15 dias, indicando para cada estabelecimento que desenvolve atividades essenciais as medidas que impeçam a ocorrência de aglomeração de pessoas durante o atendimento;  a publicação de Relatório de Riscos, de acesso público, a cada 5 dias, a ser emitidos pela FVS, com indicação de medidas que devem ser adotadas pelo Estado para mitigar a contaminação pelo novo coronavirus; a inclusão no Boletim Diário de Casos da Covid-19 emitidos pela FVS do número de pacientes que aguardam na fila de espera por vaga para internação em leito Covid (UTI e clínico); bem como a inclusão no Boletim dos dados sobre ocupação de leitos Covid na rede pública, com a informação de quantos e quais estão ocupados por grávidas, crianças, pacientes oncológicos, pacientes cardíacos, leitos reserva e geral. 

A liminar fixou multa diária no valor de R$ 50 mil, no limite de até 30 dias, a ser aplicada à pessoa do governador do Estado, em caso de descumprimento da decisão.

Foto: Raphael Alves /arquivo TJAM 

Wilson Lima anuncia abertura de 30 leitos no Hospital Beneficente Português para atendimento a pacientes com Covid

O governador Wilson Lima anunciou, neste domingo (03/01), que o Hospital Beneficente Português do Amazonas vai passar a disponibilizar 30 leitos exclusivos para pacientes com Covid-19, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 20 clínicos. A partir desta segunda-feira (04/01) já passam a funcionar cinco leitos de UTI. Em dois meses, houve um acréscimo de 125% na oferta de leitos exclusivos para Covid-19 na rede estadual de saúde, saindo de 457 para os atuais 1.038 leitos.

Com o aumento crescente da demanda de hospitalização pelo novo coronavírus (Covid-19) em Manaus, a rede estadual de saúde segue reorganizando a rede de assistência na capital amazonense. A medida, prevista na quarta fase do Plano de Contingência para o Recrudescimento da Covid-19, levou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) a mobilizar todas as unidades, inclusive hospitais de fundações e maternidades, para receber pacientes com a Covid-19. 

“O Estado está trabalhando muito para ampliar a estrutura e garantir atendimento a todos aqueles que forem acometidos pela Covid. Nos últimos dois meses, mais que dobramos a quantidade de leitos, saímos de 457 para 1.038. O Estado está fazendo a sua parte, tendo apoio do Governo Federal, que também não tem medido esforços para nos enviar equipamentos. Agora, é preciso que a população também faça a sua parte. Siga os protocolos de saúde, evite aglomerações e use máscara”, reforçou Wilson Lima.

O governador ainda destacou sobre a vinda da equipe do Ministério da Saúde, para Manaus, onde irão cumprir agenda desde o início da manhã, desta nessa segunda-feira (04/01).

“Os profissionais do Ministério da Saúde têm estado em contato permanente com o Estado do Amazonas, e amanhã esse grupo já vai iniciar, às 8h da manhã, uma reunião da qual vou participar. Eles vão conhecer a nossa rede e saber in loco quais são as principais necessidades, e de que forma que o Ministério vai poder aumentar essa ajuda que tem dado para o Estado”, explicou o governador. 

Em relação à ação do Ministério Público do Estado (MPE-AM) a respeito do fechamento do comércio, o governador declarou que, até o momento, o Governo do Estado não foi notificado, mas que assim sair a notificação, ocorrerá uma reunião com o Comitê do Governo do Estado de Enfrentamento à Covid-19 para análise dos procedimentos cabíveis. 

Rede estruturada – O secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, ressaltou que o Governo do Estado vem redefinindo o perfil de unidades de saúde, sem paralisar ou prejudicar o atendimento que já vinha ocorrendo com outras demandas não Covid.

“Estamos executando esse plano de contingência conforme o aumento de casos e de internações. Chegamos na fase quatro do Plano e estamos utilizando toda a estrutura, inclusive as referências destinadas a especialidades, como maternidades, Fundação Cecon, Medicina Tropical. Essas unidades, que não gostaríamos de estar utilizando na fase quatro, preconiza que elas precisam entrar nessa batalha, mas sem prejuízo às atividades daquela unidade. Estamos trabalhando com a Vigilância em Saúde para estabelecer fluxos e protocolos de segregação de pacientes de forma segura, e nenhum paciente Covid vai se misturar com pacientes que já estão recebendo tratamento de outras patologias", disse. 

O secretário reafirmou que, nas maternidades, o plano segue todo trabalho de revisão e adequação de fluxos e protocolos das maternidades estaduais, voltados para o atendimento de pacientes grávidas e puérperas com Covid-19.

“As maternidades terão alas exclusivas para mulheres grávidas, puérperas e mulheres com Covid, separado, isolado, RH diferenciado, acessos diferenciados, a equipe técnica dessa área de Covid não se mistura com a outra área, a ideia é segregação com segurança”.

Foto: Diego Peres/Secom

Em 10 dias, força-tarefa do Governo do Amazonas disponibiliza mais de 400 leitos para atendimento da Covid-19

 

No sábado (02/01) Amazonas chegou à marca de 1.038 leitos para a Covid-19; ampliação em tempo recorde responde à crescente demanda por leitos

Em dez dias, o Governo do Amazonas disponibilizou mais 409 leitos, em cinco unidades de saúde, para atendimento de pacientes com a Covid-19. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) coordenou uma grande força-tarefa e conseguiu aumentar 90 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 319 leitos clínicos, em pouco mais de uma semana. A ampliação da rede contou com leitos em unidades como o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, Platão Araújo, Delphina Aziz, Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) e Hospital Beneficente Português. 

O resultado superou em 40% a meta de ampliação de vagas de UTI prevista na terceira fase do Plano de Contingência para o Recrudescimento da Covid-19, que inicialmente era de 64 novos leitos de terapia intensiva para Covid, em hospitais e prontos-socorros da rede estadual, mas já alcançou 90 UTIs.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campêlo, uma verdadeira força-tarefa, unida em prol da população, foi formada por servidores de diversas secretarias do governo.  O titular da saúde no Estado também destacou a importância da população para frear o avanço da pandemia, não promovendo ou participando de qualquer tipo de aglomeração, além de manter o uso da máscara cobrindo nariz e boca e a frequente higienização das mãos. 

“Esse aumento em tempo recorde evidencia que a nossa rede tem condições de dar resposta, mas dependemos da população para que essa resposta possa acompanhar a curva de crescimento da Covid-19 e não faltem leitos”, reforçou o secretário.

Esforço da rede – Nos últimos 10 dias, o hospital 28 de Agosto já havia aumentado de 12 para 40 o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A unidade também já conta com 119 leitos clínicos, conforme a última atualização da SES-AM, registrada no sábado (02/01)

O Hospital Delphina Aziz chegou à marca, pela primeira vez desde a inauguração da unidade, de 384 leitos hospitalares. A unidade colocou em funcionamento mais dez leitos de UTI, chegando a 150 leitos desse tipo e mais 234 leitos clínicos. No HUGV, já são 56 leitos, sendo 24 de UTIs para pacientes com Covid-19. 

Foram abertos, nos últimos dias, 23 leitos na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado (FCecon) e também estão previstos mais leitos no HPS Platão Araújo, na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Instituto da Mulher Dona Lindu, estes dois últimos para atender pacientes com o perfil das unidades.

“Precisamos que a população entenda que nossa capacidade instalada é grande, estamos ampliando ao longo dos últimos meses, com o plano de contingência. Porém, ela tem um limite, e pode se esgotar se a população não ajudar. É preciso evitar aglomerações e seguir os protocolos de distanciamento social”, declarou o secretário na sexta-feira (1º/01), durante a reorganização no HPS 28 de Agosto.

Com a rede privada também anunciando que está no limite, o Estado está usando a capacidade da rede pública, adotando fluxo de segregação de pacientes Covid dos demais pacientes com outras enfermidades, para evitar proliferação do vírus nos hospitais.

 

FOTOS: Divulgação/SES-AM