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Delegacia do Meio Ambiente intima cinco pessoas e investiga crime ambiental na Vila de Paricatuba


A Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), intimou cinco pessoas e investiga denúncias de crimes ambientais na Vila de Paricatuba, no município do Iranduba (a 27 quilômetros da capital amazonense). Nesta sexta-feira (28/08), equipes de investigação da Especializada foram ao local e constaram danos ao meio ambiente.

A unidade policial recebeu denúncias de desmatamento no entorno das ruínas da Vila de Paricatuba, e denúncias de crimes na região da Praia da Bica, incluindo a derrubada de buritizais e construção em áreas não edificáveis, em uma Área de Preservação Permanente (APP).

Conforme informações da titular da Dema, delegada Carla Biaggi, uma das denúncias foi feita via Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). “Nós recebemos duas denúncias. No entorno das ruínas, estivemos no local e agora investigamos se há um desmatamento criminoso ou se houve queimada acidental das árvores”, disse Biaggi.

As equipes estiveram também na Praia da Bica. “No local estão derrubando buritizais, o que é proibido, pois são árvores protegidas por lei. Verificamos que houve a derrubada de forma criminosa. Além disso, estão construindo em local inapropriado, em uma APP, onde não é permitido qualquer tipo de intervenção humana” explicou a delegada.

As edificações estão sendo levantadas para servirem de estabelecimentos comerciais, como balneários e restaurantes. Após o laudo pericial, a Especializada poderá ter a dimensão do dano causado ao meio ambiente. “Notificamos cinco pessoas e vamos continuar investigando para encontrar os causadores do desmatamento”, afirmou Biaggi.

Quem tiver denúncias que ajudem o trabalho policial pode ligar para o 181, o disque-denúncia da SSP, de forma sigilosa.

Foto: Divulgação/PMAM. 

Amazonas fecha mês de julho com saldo positivo de quase 3 mil contratações, segundo o Caged


Conforme os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Amazonas fechou no mês de Julho com um saldo positivo de 2.974 contratações. O índice calcula a quantidade de trabalhadores admitidos versus o número de trabalhadores demitidos no mesmo período.

Este é o primeiro mês após o início da pandemia, que começou em meados de março,  em que o número de vagas fecha com saldo positivo, demonstrando que o estado do Amazonas efetivamente está retomando a economia e saindo do período de recessão e de grande número de demissões.

Entre os setores que movimentam a economia no estado, os destaques são para a Indústria, que fechou o mês com um saldo positivo de 1.513 vagas; seguido do Comércio, com 804; e fechando com a Construção Civil, que obteve saldo positivo de 557 contratações.

Ao analisar o resultado acumulado do ano, de janeiro a julho de 2020, o saldo ainda é negativo em 12.683 vagas. Porém, o resultado de julho evidencia um corte na curva negativa, passando para um momento de ascendência no número positivo de admissões, o que acena para um período de aquecimento do mercado e retomada das contratações.

Da mesma análise acumulada, percebe-se que o saldo negativo do período é liderado pelo setor de Serviços, com redução de 7.173, seguido do Comércio com redução de 3.684, e da Indústria, com redução de 1.442. O único setor com saldo positivo no acumulado do período é o setor Agropecuário, que, até o momento, no saldo entre os números de admissões e demissões, tem um total positivo de 60 contratações.

De acordo com a secretária executiva do Trabalho e Empreendedorismo, Neila Azrak, historicamente o segundo semestre do ano é mais forte na economia, e a saída da pandemia mostrou que o setor industrial está crescendo, haja vista o número de colocações no setor. “Os preparativos para as vendas de final de ano já começaram, mostrando que o segundo semestre se mostra promissor”, destacou.

O Brasil fechou o mês de julho com 1.043.650 admissões e 912.640 desligamentos, com saldo positivo de 131.010. Na região Norte, foram 53.624 admissões e 40.327 desligamentos, fechando com saldo positivo de 13.297.

Foto: Divulgação 

Cidades-polo atenderão servidores da educação com serviços de plano de saúde, a partir de 5 de outubro


Atendimento será ampliado para 15,2 mil servidores em unidades de saúde de 11 municípios

Onze cidades-polo foram selecionadas para atender os servidores da educação que passarão, a partir do dia 5 de outubro, a ter acesso aos serviços do plano de saúde Hapvida, no interior do Amazonas. A escolha estratégica dos polos contemplará os profissionais da área da educação que atuam nos 61 municípios do interior.

O anúncio foi feito durante live do governador e do secretário em exercício da Secretaria de Educação e Desporto, Luís Fabian Barbosa, no Centro de Mídias (na zona sul de Manaus), com transmissão para o interior do estado e presença de deputados estaduais.

Cada cidade-polo englobará determinados municípios e serviços. “Foi feito todo um trabalho técnico para identificar os municípios que poderiam atender municípios vizinhos com mais facilidade, e que tivessem o maior número de profissionais residentes”, comentou Luís Fabian.

“Os nossos profissionais da educação receberão informações sobre como promover os agendamentos e como identificar os profissionais e laboratórios cadastrados em cada município para iniciar, portanto, os atendimentos”, acrescentou Fabian.

Polos – O polo que funcionará no município de Carauari ofertará clínica médica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, laboratório e raio-X para profissionais também de Eirunepé, Itamarati, Ipixuna, Envira e Guajará, totalizando 1,2 mil beneficiados.

O polo de Humaitá oferecerá serviços de clínica médica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, laboratório e raio-X para 1,5 mil servidores de Apuí, Manicoré, Lábrea, Canutama e Tapauá, além do próprio município.

Com os mesmos atendimentos de Carauari e Humaitá, o polo de Tabatinga alcançará 1,8 mil profissionais de Santo Antônio do Içá, Jutaí, Fonte Boa, Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença, Tonantins, Benjamin Constant e Amaturá, assim como de Tabatinga.

Coari e Tefé funcionarão como cidades-polo para servidores de Codajás, Alvarães, Uarini, Japurá, Maraã e Juruá, totalizando 2,1 mil servidores. Enquanto Coari ofertará serviços de clínica médica, pediatria, laboratório e raio-X, Tefé terá o acréscimo de ginecologia e obstetrícia.

Baixo Amazonas – O polo de Parintins ofertará atendimentos em clínica médica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, laboratório e raio-X para profissionais também de Nhamundá, Barreirinha, Boa Vista do Ramos e Maués, totalizando 2,1 mil beneficiados.

Entorno – Manacapuru é a cidade-polo que deverá ser buscada por profissionais de Anamã, Beruri, Anori, Novo Airão e Caapiranga. Totalizando 1,5 mil servidores, o município contará com clínica médica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, ortopedia, laboratório e raio-X.

Itacoatiara servirá como cidade-polo para profissionais de Itapiranga, Urucará, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba. Ao todo, 1,2 mil servidores poderão agendar atendimentos em clínica médica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, laboratório e raio-X.

Capital – Manaus também será uma das cidades-polo da expansão de atendimentos do Hapvida e atenderá 1,5 mil servidores de Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Careiro Castanho e da Várzea, Manaquiri, Autazes e Iranduba. A capital amazonense terá os seguintes serviços: clínica médica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, ortopedia, laboratório e raio-X.

Teleconsultas – As cidades-polo de São Gabriel da Cachoeira, Boca do Acre e Borba funcionarão com atendimentos em teleconsulta, englobando os municípios de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos (São Gabriel da Cachoeira); Pauini (Boca do Acre); e Nova Olinda do Norte e Novo Aripuanã (Borba). Cerca de 1,9 mil profissionais serão beneficiados.

FOTO: Michell Mello/Secom

TCE promove discussão sobre investimentos em bioeconomia via ZFM


Com objetivo de discutir a importância da Zona Franca de Manaus (ZFM) e sua relação com a preservação da Amazônia, a webconferência “Zona Franca de Manaus: Sustentabilidade e Bioeconomia” foi aberta pelo presidente do TCE-AM, conselheiro Mario de Mello, na manhã desta sexta-feira (28). O evento conta com a participação de renomados doutores brasileiros, com estudos reconhecidos internacionalmente.
A webconferência irá ocorrer por toda a manhã com a transmissão das redes sociais (YouTube, Facebook e Instagram) da Corte de Contas, além da tradução simultânea em Inglês, Espanhol e interpretação em Libras.
Ao destacar a importância do evento para a população amazonense, o presidente do TCE-AM, Mario de Mello também comentou sobre a necessidade de continuar lutando pela Zona Franca, mas criando as condições necessárias para garantir investimentos em bioeconomia.
“Devemos continuar lutando pela Zona Franca de Manaus, pelo seu tratamento diferenciado, pela preservação de suas vantagens comparativas. É questão de sobrevivência imediata! Porém devemos acima de tudo, criar as condições necessárias para o investimento pesado em bioeconomia, em tudo que o que diga respeito às riquezas da região. Valendo-me da bússola que nos legou o Professor Samuel Benchimol, é vital e de urgência promover a ocupação da Amazônia, o que somente se dará se essa estratégia, posta em prática, for economicamente viável e adequada, politicamente equilibrada, socialmente justa e tecnicamente eficiente”, ressaltou o presidente do TCE-AM, conselheiro Mario de Mello.
O corregedor do TCE-AM e figura notória nas questões ambientais promovidas pela Corte de Contas, conselheiro Júlio Pinheiro, é o responsável pela condução e mediação do evento.
Segundo ele, a Corte de Contas tem a missão, como instituição pública amazonense, de debater sobre o futuro e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus, além de ser objeto de grande discussão da Reforma Tributária.
“Vale registrar que em períodos áureos, como no ano de 2006, a ZFM registrou um novo recorde de faturamento e fechou o ano com uma receita aproximada de US$ 23 bilhões de dólares. Hoje, com as turbulências industriais pelas quais passam o setor no país, o modelo de desenvolvimento econômico regional que já respondeu, no passado, por 97% da atividade econômica no Amazonas, precisa com urgência de um novo fôlego para respirar e afastar as ameaças que rondam o principal motor de geração de emprego e renda no Amazonas”, afirmou o conselheiro Júlio Pinheiro.

Programação

A primeira palestra foi proferida pelo amazonense Mauro Campbell, ex-procurador geral do Ministério Público do Estado (MPE-AM), e atual ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro abordou os aspectos tributários e ambientais que envolvem a Zona Franca, analisando o contexto histórico, suas mudanças, e a atual realidade ambiental e financeira pelo modelo de desenvolvimento.
O ministro propôs uma discussão ampla sobre orçamentos tributários, apontando o conjunto de incentivos fiscais e extrafiscais oferecidos de escopo principal de atrair investimentos em sua área de abrangência. No que se refere ao Polo Industrial de Manaus, segundo ele, o que deveria ocorrer é uma ação conjunta entre os Governos Federal e do Estado do Amazonas.
Segundo Mauro Campbell, é de extrema importância promover o desenvolvimento local e sobretudo preservar a floresta amazônica. Para fins de enquadramento no regime tributário diferenciado é necessário que se atenda ao processo produtivo básico, vigente na região de Manaus.

Discussões

A webconferência segue ao longo da manhã com palestras da ex-diretora para o Meio Ambiente/América Latina no Banco Mundial e presidente da ONG Earth3000, Dra. Maritta Koch-Weser; e do advogado do Núcleo de Direitos Indígenas e diretor-executivo do Instituto Escolhas, Sérgio Leitão.
Logo após as apresentações, será realizado um debate a respeito das mesmas pelo senador da República pelo Amazonas, Eduardo Braga; com o presidente da Federação das Indústrias do Amazonas, Antônio Silva, e com o diretor-presidente do Grupo Bemol, Denis Minev.

Foto: Ana Claudia Jatahy

Prefeitura reforça trabalho de busca ativa para detecção de novos casos de hanseníase



Entre janeiro e 25 de agosto deste ano, o município de Manaus registrou 49 casos novos de hanseníase e a Prefeitura de Manaus iniciou reforço no trabalho de busca ativa para resgatar os casos de abandono e atraso no tratamento da doença, e para realizar o exame de pele nos contatos intradomiciliares e sociais do paciente.

Segundo a chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), enfermeira Ingrid Santos, o objetivo é identificar as causas do abandono e atraso no tratamento, orientando para a retomada do tratamento, e garantir que os contatos sejam examinados para detecção precoce da doença.

“Por causa da pandemia da Covid-19, muitas pessoas deixaram de procurar os serviços de saúde pelo risco de transmissão do novo coronavírus, o que resultou em uma redução na notificação de casos novos de hanseníase. Agora, com a estabilização nos casos de Covid-19, as equipes de saúde estão reforçando o trabalho de busca ativa e de visitas aos domicílios como forma de agilizar a retomada ao tratamento e das ações de detecção precoce”, explica Ingrid.

A hanseníase é uma doença causada por uma bactéria chamada bacilo de Hansen e pode ser transmitida quando uma pessoa doente elimina o bacilo por meio de saliva, secreções nasais, tosse ou espirro, infectando outras pessoas, a partir de contato prolongado e próximo, o que pode ocorrer dentro de casa ou no ambiente de trabalho. Por isso, é importante examinar todos os contatos do paciente e fazer o acompanhamento anual por um período de pelo menos cinco anos, já que a fase inicial dos sintomas ocorre entre dois a sete anos a partir da contaminação.

“A Semsa registrou este ano um aumento significativo de pacientes em atraso no tratamento e que não estão fazendo o acompanhamento nos ambulatórios na data recomendada. Além disso, do total de contatos familiares e sociais de pacientes notificados entre 2018 e 27 de julho deste ano, apenas 27% procuraram um serviço de saúde para realizar exames e fazer o acompanhamento médico, o que indica uma provável subnotificação de casos”, alerta Ingrid.

Para o acompanhamento dos contatos familiares e sociais, a Semsa realiza monitoramento inicial por telefone para avaliar o motivo pelo qual não houve a procura pelo serviço de saúde e, quando necessário, as equipes também organizam a oferta do exame de pele em domicílio.

“Como exemplo registramos casos em que sete contatos de um paciente em uma mesma residência precisavam fazer a avaliação, mas a família não tinha recurso para o transporte. Nesse tipo de situação a Semsa faz a intervenção providenciando o envio da equipe para realizar o primeiro exame dermatológico em domicílio”, explica Ingrid Santos.

*Sequelas* 

A hanseníase tem cura e o tratamento medicamentoso dura de seis meses até um ano. Mas, o desafio nos serviços de saúde é pelo diagnóstico precoce da doença para evitar sequelas graves, considerando que a demora no tratamento pode fazer com que o paciente tenha deformidades físicas nas mãos ou nos pés, nos olhos, causando dificuldades e limitações para o resto da vida, impedindo a pessoa de ter suas atividades normais.

Dos 49 novos casos de hanseníase em 2020, 13,64% dos pacientes já apresentavam sequelas graves no momento do diagnóstico. “Nesse sentido, o trabalho de Educação em Saúde e Educação Permanente da Semsa tem como foco a orientação da população para o autoexame e dos profissionais de saúde para a suspeita de um possível caso da doença no atendimento clínico, garantindo um diagnóstico e tratamento precoce, o que vai impedir o avanço da doença, evitando sequelas e interrompendo a cadeia de transmissão”, informa a enfermeira.

*Sintomas* 

A fase inicial dos sintomas da hanseníase ocorre entre dois a sete anos a partir da contaminação, e muitas vezes não são identificados pela população: manchas avermelhadas, esbranquiçada, amarronzadas; diminuição ou ausência de sensibilidade (manchas dormentes); queda ou diminuição dos pelos e ausência ou diminuição do suor, entre outros.

Em 2019, o município de Manaus notificou 128 casos novos de hanseníase, com uma taxa de detecção geral de 5.85/100 mil habitantes, sendo oito casos novos em menores de 15 anos, com uma taxa de detecção de 1.33/100 mil habitantes, de acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan/Ministério da Saúde).

Segundo Ingrid Santos, a detecção de hanseníase em menores de 15 anos indica uma transmissão ativa e recente da infecção domiciliar ou escolar, comprometendo sua escolarização, com um baixo rendimento escolar e até o abandono dos estudos por motivos de tratamento, discriminação e preconceito.

“Uma das estratégias da Semsa é a intensificação da oferta de exames de pele nas escolas e que foi iniciada no ano passado. Na primeira etapa, foram acessadas 173 escolas, superando a meta programada com a realização de 37.944 exames de pele, equivalente a 118,76%. Nas pessoas examinadas não foram identificados casos de hanseníase, somente dermatoses básicas que foram diagnosticadas e acompanhadas pelo médico”, explicou a enfermeira.

A Semsa pretende retomar as atividades nas escolas assim que a pandemia da Covid-19 estiver sob maior controle, seguindo as recomendações vigentes.

Foto: Divulgação / Arquivo/Semsa

Adesão da Adaf ao Sistema Brasileiro de Inspeção deve elevar em até 50% venda de produtos de origem animal do AM



Produtores e empresários do Amazonas estimam um crescimento de até 50% na comercialização dos produtos de origem animal a partir da adesão da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) ao Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi), prevista para ocorrer ainda neste ano.

A integração ao Sisbi elevará o selo de inspeção da Adaf a reconhecimento nacional, permitindo que os produtos inspecionados sejam vendidos para outros estados. Hoje, eles passam pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE), que limita a comercialização ao Amazonas. O selo garante que os produtos estão dentro dos padrões higiênico-sanitários previstos na legislação e são seguros para consumo.

Dono do Frigonorte, José Erivaldo espera aumentar de 200 toneladas para 300 toneladas a média de pescados vendida mensalmente com a adesão ao Sisbi. “A expectativa é de um aumento considerável de vendas, porque são compradores interessados em levar cargas grandes. Tenho muitos contatos de fora do estado e, assim que puder, vou vender os pescados. Mas tem que ser tudo certinho, jamais eu iria comercializar para fora do Amazonas sem autorização”, afirma.

O entusiasmo do empresário se justifica por ele já ter observado o crescimento do Frigonorte a partir da certificação junto ao SIE, no ano de 2011. Hoje, seus principais clientes são duas grandes redes de supermercado. “Depois do SIE fiquei apto para vender para eles, que não compram produto sem o selo de inspeção sanitária. Foi desde que passei pelo SIE que tive condições de entrar no mercado”, lembra.

O Frigonorte comercializa, atualmente, tambaqui (oriundo de Rondônia) e pirarucu (do Amazonas), mas Erivaldo acredita que outros peixes devem entrar na lista a partir da expansão prevista para ocorrer com a adesão da Adaf ao Sisbi. “Surubim e dourado, por exemplo, são tipos de peixes que têm uma venda mais voltada para fora do estado. Não compro hoje porque não vou ter como vender”, explica.

A ampliação de mercado também já se encontra no radar do Frigorífico Amazonas. O negócio, iniciado há dez anos, em Manaus, no ramo de casa de carnes, expandiu suas atividades, em janeiro deste ano, com a inauguração de uma indústria, em Humaitá, com capacidade de abate de 7 mil bois por mês. Considerando a média de 280 quilos de cada animal, o local tem possibilidade de chegar a uma produção de 1.960 toneladas por mês de carne e osso, e de 1.470 toneladas de carne após beneficiamento.

O proprietário Jarbas de Carvalho estima que a implantação do Sisbi eleve entre 30% e 40% o total mensal de animais abatidos, que hoje gira em torno de 3,5 mil. As carnes abastecem não apenas as seis lojas da empresa familiar instaladas em Manaus, mas outros clientes no Amazonas. “Com o Sisbi, vou melhorar a minha qualidade de atendimento e aumentar a venda. A minha planta não comporta um SIE só, preciso ter outros mercados”, afirma o empresário.

Carvalho revela que a negociação de vendas após a emissão do selo com validade em todo o território brasileiro já está avançada com empresários das regiões Sudeste e Nordeste. “Já temos conversas com parceiros de São Paulo e de estados do Nordeste. Será a abertura de um mercado nacional”, comemora.

Com 260 funcionários hoje, em Humaitá e Manaus, o Frigorífico Amazonas também espera elevar em mais de 20% a geração de empregos a partir do aumento da produção. “Nosso abate irá aumentar, e com certeza nós vamos ampliar nosso quadro de funcionários, chegando a 320 empregos”, estima o empresário.

Mercado ampliado, consumo seguro e produto regional valorizado

O Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal garante a segurança alimentar por meio de procedimentos padronizados de inspeção. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem solicitar a equivalência dos seus Serviços de Inspeção com o nacional mediante a comprovação de que têm condições de avaliar a qualidade e a inocuidade dos produtos de origem animal com a mesma eficiência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O Amazonas se encontra em estágio avançado do cumprimento de metas determinadas pela pasta. A Adaf encaminhou ao ministério um plano de trabalho, que se encontra em avaliação.  Nele, estão contidos pontos como a contratação de laboratório para análise de produtos, já solicitada à Comissão Geral de Licitação (CGL).

“Nossa expectativa é de que ainda este ano a Adaf esteja no Sisbi, o que vai significar um passo histórico para os produtores locais e para o Amazonas, com a valorização dos produtos regionais e a possibilidade de comercialização em todo o Brasil”, celebra o diretor-presidente da Adaf, Alexandre Araújo.

FOTOS: Divulgação/Adaf


Centros Estaduais de Convivência adotam Setembro Amarelo com ações preventivas contra o suicídio


Cuidar da saúde mental das pessoas, de todas as faixas etárias, em situação de vulnerabilidade e risco social, tem sido a tônica do Governo do Amazonas, visando reduzir problemas sociais relacionados a alta carga de estresse. Por meio dos Centros Estaduais de Convivência da Família e do Idoso, administrados pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), são realizadas várias atividades socioeducativas com a comunidade visando reduzir problemas como depressão e outras doenças relacionadas, tais como a ansiedade, bullying, violência sexual e violência doméstica.

Neste mês de setembro, várias ações preventivas estão sendo preparadas para celebrar a Campanha Nacional Setembro Amarelo de conscientização e prevenção ao suicídio. Como os espaços tiveram um retorno gradual de suas atividades ao público, seguindo as orientações dos órgãos de saúde para garantir o bem-estar dos frequentadores e com isso evitar os riscos de contaminação pela Covid, a maior parte das atividades será virtual.

A programação consiste em lives de rodas de conversa com profissionais da área de saúde, como psiquiatra; vídeos para chamada de live na página do Facebook e distribuição de folders informativos e de fitas amarelas nos centros. Também serão realizadas peças teatrais em alusão à prevenção ao suicídio e caminhadas que seguirão o distanciamento social.

Idealizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização ao suicídio, fomentando a prevenção e promoção da saúde mental. O mês foi escolhido em razão do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que nove entre cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Por isso, é necessário estimular as pessoas a discutirem o problema para prevenir.

Segundo a psicóloga Ítala Rodrigues, o Setembro Amarelo tem o objetivo de levar as pessoas a conversarem sobre suicídio no seio familiar, a fim de que seus membros observem o que está acontecendo dentro de suas casas e evitem a efetivação de tragédias. Segundo a psicóloga, as famílias precisam ser sensibilizadas para a prevenção e deixar o tabu de lado. “Antes as pessoas tinham receio de falar sobre tema. Hoje tem que identificar o quanto antes, para que tragédias sejam evitadas”, disse.

Estresse – Segundo a psicóloga, a alta carga de estresse e a depressão, seguidas de agressividade, são sintomas de que a pessoa precisa de cuidados, e a família pode ajudar neste sentido procurando os canais competentes, caso contrário, a pessoa pode pensar que vai encontrar no suicídio um alívio para o que está sentindo. “Os números de suicídio no Brasil são alarmantes, portanto se faz necessário trabalhar para reduzir essas estatísticas”, frisou.

Na avaliação da diretora do Departamento de Proteção Social Básica (DPSB), Selma Melo, trata-se de uma campanha muito significativa, tanto é que os Centros Estaduais de Convivência da Família e do Idoso aderiram à Campanha de Prevenção ao Suicídio, a ser trabalhada por todo o mês de setembro, de forma presencial, nas abordagens e redes sociais, informando sobre cuidados necessários com os entes queridos e os canais de apoio e ajuda de profissionais especializados.

Selma Melo informa que os Centros estarão realizando atendimento psicossocial no decorrer do mês de setembro, de forma agendada. “Quem tiver necessidade desse atendimento, para si próprio, ou para um ente querido que esteja passando por problemas e conflitos com que muitas vezes não consegue lidar, pode procurar um Centro de Convivência da Família próximo de sua casa e marcar uma consulta com um profissional”, frisou.
Atividades dos centros – Acompanhe a programação do Setembro Amarelo nos sete Centros Estaduais de Convivência da Família e do Idoso, que têm como público-alvo a comunidade em geral, cujo objetivo é valorizar o sentido da vida coletiva por meio de ações de integração e troca de experiências entre os participantes. 

Japiim – O Centro Estadual de Convivência da Família (CECF) 31 de Março, no Japiim, zona sul, vai promover um espaço de acolhimento e de compartilhamento de informações e experiências, no período de 16 a 18 de setembro, com grupos e alunos do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). A ideia é tratar a questão da prevenção ao suicídio.  

Cidade Nova – O CECF Padre Pedro Vignola, na Cidade Nova, zona norte, realiza no período de 1º a 30 de setembro a distribuição de folder informativo sobre o Setembro Amarelo na área externa da unidade. No dia 9, será apresentado um vídeo musical com a participação dos alunos do Cetam. No dia 11, haverá uma live de Roda de Conversa com o tema “Falar é a melhor solução. Diga não Suicídio!”, com profissionais da área de saúde e o corpo técnico psicossocial da Seas e usuários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e CECF.

Alvorada – O CECF Maria de Miranda Leão, no bairro Alvorada I, zona centro-oeste, vai realizar uma live com a psicóloga Denise Machado Duram Gutierrez, tendo como mediadora a psicóloga Margareth Presa, no dia 11, às 10h, na Rádio Amme Eventos. O assunto abordado será prevenção e combate ao suicídio.

Mutirão – O CECF Teonízia Lobo, Mutirão, zona leste, vai fazer uma apresentação de teatro mudo abordando a prevenção ao suicídio e a atenção aos sinais que antecedem o suicídio. Também será feita a distribuição de fitas amarelas.

Raiz – No CECF André Araújo, na Raiz, zona sul, a programação consiste na campanha de prevenção e combate ao suicídio com a participação da equipe técnica do Centro, sensibilização junto à comunidade e alunos dos cursos de qualificação profissional. A abertura do Setembro Amarelo será na terça-feira (1º/09). 

Santo Antônio – O CECF Magdalena Arce Daou, localizado bairro Santo Antônio, zona oeste, vai postar nos dias 10 e 11 de setembro vídeos abordando a temática sobre o Dia Mundial do Combate ao Suicídio; assim como relatos sobre a depressão e campanha interna de escuta ativa para usuários do centro.

Aparecida – O Centro Estadual de Convivência do Idoso (Ceci), no bairro Aparecida, zona sul de Manaus, vai realizar no dia 4 uma live em alusão ao mês de prevenção ao suicídio, com o tema “Falar de Suicídio não é Tabu”. O tema vai ser tratado pela psiquiatra Alessandra Pereira, que terá como mediadora a psicóloga Aparecida Oliveira.

ARTE: Divulgação