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Shopping do Artesanato e Economia Solidária retoma as atividades na segunda-feira



O Shopping do Artesanato e Economia Solidária reabre as portas na próxima segunda-feira (29/06) para atender ao público presencialmente, respeitando o terceiro ciclo do Decreto 42.395 de 13 de junho de 2020.  O espaço é coordenado pela Secretaria Executiva do Trabalho e Empreendedorismo (Setemp), conta com 88 lojas e reúne o trabalho de artesãos independentes, indígenas, associações e produtores amazonenses.

O Shopping do Artesanato está localizado na avenida Djalma Batista, 1018, e fica na Galeria Mais (entre o Plaza e Amazonas Shopping). O atendimento acontecerá de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. A volta acontecerá gradualmente, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os permissionários do grupo de risco retornam somente no dia 6 de julho, conforme recomendação.

De acordo com a secretária da Setemp, Neila Azrak, a reabertura do Shopping do Artesanato traz de volta a oportunidade dos artesãos mostrarem seus produtos presencialmente. “As mudanças em função da Covid-19 ocorreram de forma muito rápida e estamos seguindo todas as orientações de segurança repassadas durante a semana pela coordenação do Artesanato Amazonense. Vamos voltar conscientes do nosso papel como cidadão”, destacou.

Entre as novidades que serão apresentadas ao público estão: acessórios, biojóias e ecojóias, porta-moedas em crochê, tigelas e cumbucas de cerâmica, artesanato indígena (colares e cocares), canetas, caixas, porta-jóias e artesanato em marchetaria, pulseiras, suplast, entre outros produtos artesanais. 

Em cumprimento ao Decreto Governamental nº 42.061, de 16 de março de 2020, o Shopping parou suas atividades no dia 18 de março, e alguns artesãos precisaram se reinventar e aderir à forma virtual para os atendimentos e vendas de suas peças e produtos.

Segundo a artesã e permissionária, Marcia Vaz, a pandemia não a fez parar. As vendas de panelas de barro e máscaras de tecido foram seu carro-chefe e os produtos mais procurados pelos clientes. “Eu me sinto feliz por entregar todas as encomendas. Com a reabertura do Shopping do Artesanato, estou ainda mais esperançosa por dias melhores”, disse.

Com alta de 2,09% na primeira quinzena de junho, gasolina interrompe sequência de quedas do ano

Conforme levantamento da ValeCard, Paraná e Amapá têm os menores preços do combustível no país
Em queda livre desde janeiro, o preço da gasolina comum no Brasil interrompeu a sequência de baixas na primeira quinzena de junho. O valor médio do litro do combustível no país nos primeiros 15 dias do mês ficou em R$ 4,093 (o preço médio registrado em maio foi de R$ 4,010). 
Conforme levantamento da ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, Rio de Janeiro (R$ 4,557) e Amazonas (R$ 4,442) são os estados com o combustível mais caro no país. Já Paraná (R$ 3,706) e Amapá (R$ 3,757) apresentam com os preços mais baratos.  
Obtidos por meio do registro das transações realizadas em maio com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de 20 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que Belém registra o valor mais alto (R$ 4,614). Por outro lado, o valor mais baixo encontra-se em Curitiba (R$ 3,547). 

Fonte: ValeCard 

Preço médio por Estado (R$)  
Estado 
 Junho (1ªQ) 
 Maio  
Variação (%) 
RJ 
4,557 
4,482 
1,67% 
AM 
4,442 
4,387 
1,25% 
AC 
4,436 
4,395 
0,94% 
PA 
4,329 
4,307 
0,53% 
PI 
4,317 
4,085 
5,68% 
TO 
4,28 
4,157 
2,94% 
AL 
4,217 
4,148 
1,67% 
MG 
4,216 
4,139 
1,86% 
RO 
4,212 
4,119 
2,27% 
BA 
4,151 
3,97 
4,55% 
SE 
4,134 
4,083 
1,24% 
CE 
4,108 
4,016 
2,29% 
MA 
4,088 
4,052 
0,89% 
MT 
4,068 
3,964 
2,61% 
ES 
4,067 
3,994 
1,81% 
MS 
4,062 
4,001 
1,52% 
PE 
4,027 
3,929 
2,49% 
RN 
3,967 
3,85 
3,05% 
DF 
3,964 
3,735 
6,15% 
RS 
3,958 
3,898 
1,54% 
GO 
3,935 
3,862 
1,88% 
PB 
3,935 
3,849 
2,25% 
RR 
3,88 
3,87 
0,26% 
SP 
3,857 
3,786 
1,88% 
SC 
3,84 
3,699 
3,82% 
AP 
3,757 
3,923 
-4,24% 
PR 
3,706 
3,58 
3,51% 
Média 
4,093 
4,01 
2,09% 
Fonte: ValeCard  


Belém e Rio, as capitais com maiores preços  
Entre as capitais, Curitiba (R$ 3,547) e João Pessoa (R$ 3,754) foram as que apresentam preços menores. Já Belém (R$ 4,614) e Rio de Janeiro (R$ 4,544) têm os valores mais altos. 

Capital 
 Junho 1ªQ  
 Maio  
Belém 
                  4,614  
        4,581  
Rio de Janeiro 
                  4,544  
        4,465  
Manaus 
                  4,385  
        4,315  
Porto Velho 
                  4,385  
        4,263  
Rio Branco 
                  4,337  
        4,263  
Teresina 
                  4,322  
        3,959  
Palmas 
                  4,212  
        4,083  
Aracaju 
                  4,144  
        4,099  
São Luís 
                  4,124  
        4,145  
Belo Horizonte 
                  4,092  
        4,058  
Salvador 
                  4,055  
        3,729  
Campo Grande 
                  4,017  
        3,970  
Macapá 
                  3,990  
        3,923  
Maceió 
                  3,987  
        3,932  
Natal 
                  3,978  
        3,796  
Fortaleza 
                  3,974  
        3,913  
Florianópolis 
                  3,970  
        3,818  
Brasília 
                  3,966  
        3,738  
Recife 
                  3,956  
        3,834  
Boa Vista 
                  3,924  
        3,871  
Cuiabá 
                  3,909  
        3,782  
São Paulo 
                  3,903  
        3,855  
Vitória 
                  3,849  
        3,707  
Goiânia 
                  3,849  
        3,779  
Porto Alegre 
                  3,832  
        3,813  
João Pessoa 
                  3,754  
        3,700  
Curitiba 
                  3,547  
        3,426  
Fonte: ValeCard 

Sobre a ValeCard  
A ValeCard é uma das maiores empresas de meios de pagamento eletrônicos do Brasil e oferece soluções completas e integradas para gestão de frotas e benefícios.  

Ano deve ser de saldo positivo para a pecuária de corte brasileira



Análise do cenário do mercado foi feita por especialistas do setor em encontro online promovido pela DATAGRO e GPB - Grupo Pecuária Brasil
Mesmo diante de um cenário de incerteza econômica para muitos setores, a alta no preço da arroba e o aumento das exportações sinalizam que o ano será positivo para a pecuária de corte brasileira. As “Perspectivas para o mercado da pecuária no Brasil” estiveram em pauta no encontro online promovido pela DATAGRO e o GPB – Grupo Pecuária Brasil, que reuniu especialistas do setor para debater o panorama da carne bovina e o que o produtor pode esperar para os próximos meses.
“Com a crise da Covid-19, muitos ficaram preocupados com a reação do mercado e achavam que o setor também sofreria um forte impacto interno. A arroba do boi gordo se manteve firme. Apesar do mercado interno ter tido uma pequena diminuição, o que percebemos foi que as exportações continuam muito fortes, batendo recordes históricos mês a mês. O Brasil continua abrindo novos destinos e esses foram fatores que ajudaram a dar suporte no preço”, explicou o commodity broker da Socopa Corretora,  Eduardo Siqueira Ribeiro.
Segundo ele, a oferta de animais terminados diminuiu bastante nos últimos meses e por isso, houve reflexo no mercado da combinação baixa oferta / grande demanda. “Os números de abate de janeiro até agora mostram que a oferta de animais está menor, fator que aliado à exportação fortíssima tem dado sustentação no preço. Isso contrariou toda expectativa negativa da pandemia”, reforçou.
Para o diretor-executivo do GPB e coordenador técnico do balizador GPB/DATAGRO, Luiz Roberto Zillo, as perspectivas para o segundo semestre são de otimismo dentro do setor agropecuário. Mesmo num momento atípico, o agro continua fortemente exercendo seu papel de levar comida à mesa dos brasileiros e alimentar o mundo.
“Ainda não sabemos quando essa situação [pandemia] terminará e nem se diminui a demanda ou não. Mas, tudo leva a crer que a pecuária e a agricultura vão muito bem. O setor está exportando e a nossa qualidade e produtividade são muito grandes. O agro é um dos motores de arranque para a retomada da economia. Acredito que as exportações de carne bovina vão continuar e não vejo no segundo semestre uma queda. No mínimo, teremos uma estabilidade do momento atual”, comentou Zilo.
O webinar contou ainda com a participação do analista sênior da DATAGRO, João Otávio Figueiredo, que atuou como mediador, e do gerente corporativo de compra de gado da Marfrig Global Foods, Maurício Manduca.
Para manter o abastecimento das prateleiras, sem prejuízo aos consumidores, Manduca repassou as ações empenhadas pelo frigorífico no combate ao Coronavírus junto a todos os colaboradores e os investimentos feitos em prevenção. “Desde o começo de março agimos preventivamente em todas as nossas plantas. Estamos testando todos os funcionários. São 18 mil testes e, se positivado, afastamos o colaborador, com todas as orientações e o respaldo necessários. Esse é o resultado do nosso sucesso e não tivemos que parar nossas unidades. Assim, conseguimos continuar a operação sem prejuízos na entrega de carne”, relatou.
Em sua participação, ele enfatizou também a produção da carne brasileira e a necessidade dos produtores entenderem o que os consumidores querem. “Hoje, temos mais animais jovens sendo produzidos em fazendas intensificadas. Antes, o mercado era abastecido com animais mais velhos, bois inteiros e PH alto. O mercado importador foi quem ajudou para que o produtor trouxesse melhores animais. O produtor precisa entender o que o consumidor gostaria de consumir, pois a indústria apenas processa o que o consumidor quer”, reforçou.
O conteúdo completo do webinar está acessível no link: https://bit.ly/2YLQCV3

Fotos para Download:

Escritora compartilha conhecimentos com microempreendedores para superar desafios


A escritora Cléo Busatto vai ministrar um curso de vendas online gratuito para microempreendedores. A iniciativa, promovida pela microfranquia Paper Pão, visa capacitar e apoiar os pequenos empresários, que por conta da pandemia estão encontrando muitos desafios, principalmente na área de vendas.
O curso acontece na plataforma de webinar Go Brunch, na próxima terça-feira, dia 23, a partir das 19 horas, e é dirigido a franqueados da rede, microempreendedores e o público em geral, que buscam melhorar a performance em vendas.
Cléo Busatto vai empregar ensinamentos trazidos em seu livro “Como vender bem – a arte de se comunicar contando histórias”. Nele, a autora ensina de forma prática como o empreendedor pode potencializar as suas habilidades em vendas por meio da comunicação.
Ela apresenta 10 caminhos que devem ser percorridos para se chegar a uma comunicação clara e expressiva: linguagem, comunicação, performance, imagens, ritmo, intenção, corpo, visualização, preparação, contar com o coração. Cada capítulo possui uma descrição e uma síntese, para lembrar os pontos mais significativos.
Sobre a Paper Pão
A Paper pão é uma microfranquia especializada na divulgação em embalagens de biodegradáveis, com foco em sacos de pão. É uma estratégia que promove o marketing local de marcas, produtos e serviços. O franqueado é responsável por parcerias, prospecção e vendas. A franqueadora oferece treinamentos, suporte na criação dos anúncios, produção das embalagens, entre outros. 

Cruz Vemelha MG entrega cestas basicas e kits de higiene em Paraopebas

Cruz Vermelha faz alerta do que precisa para ajudar vítimas de ...
A  Cruz Vermelha Brasileira – Filial Minas Gerais realiza operação humanitária emergencial, neste sãbado (20) contra o COVID-19, a partir das 9h30, entregando em Paraopeba-MG, 4.350 kg de cestas básicas, álcool, água sanitária e kits de higiene para 150 famílias atingidas pela pandemia.
 “Esta será mais uma ação da CVB-MG para ajudar os mais necessitados, neste momento de pico da COVID-19. Muito gratos por realizar mais este trabalho em meio à pandemia”, afirma Bernardo Eliazar, diretor de projetos e captações da Cruz Vermelha-MG. 
Cruz Vermelha
A Cruz Vermelha é o maior e mais antigo movimento humanitário do mundo, presente em mais de 190 países há mais de 150 anos. É referência, em épocas de guerra ou paz, para atender às populações em vulnerabilidade, vítimas de desastres, refugiados, comunidades atingidas pelos conflitos armados e eventos de grande impacto. Sua missão é atenuar os sofrimentos humanos sem nenhuma distinção de origem, raça, credo, gênero, condição financeira, orientação sexual ou política. Sua ação é baseada em sete princípios fundamentais: humanidade, imparcialidade, neutralidade, voluntariado, independência, unidade e universalidade. No Brasil a Cruz Vermelha atua desde 1908 e em Minas Gerais desde 1914.

Empresa investe em fidelização para manter resultados e crescer em meio a crise


O isolamento social provocado para conter o avanço da pandemia da Covid-19 trouxe um efeito imediato para muitos negócios, sobretudo aos pequenos: a necessidade de se digitalizar. Mercadinhos, papelarias, lojas de roupas, sapatos e brinquedos, que usavam a tecnologia apenas para o básico de seus processos administrativos e contábeis, viram no e-commerce uma possível solução para seguirem na ativa e manterem as vendas. Mas, se a digitalização é o caminho para o empreendedor do século XXI, sobressair neste cenário será preciso, novamente, oferecer algo mais. 
A estratégia que alguns empresários têm adotado é a fidelização, uma forma de manter o cliente por meio de vantagens e benefícios. “Conquistar cliente é essencial, mas mantê-lo também o é. Quando falamos em fidelizar, logo vem à mente um cartão físico em que se registra pontos e, após atingir determinado valor, trocar por algum produto. Mas fidelizar é muito mais do que isso, é principalmente mostrar a importância do serviço oferecido e provar que ali encontrará o que há de melhor no mercado”, garante Dr. Paulo Zahr, presidente da OdontoCompany, maior rede de clínicas odontológicas do país, presente em todo território nacional. 
Para o executivo, o sucesso dos negócios do futuro terão como premissa o que, em tese, parece o oposto da digitalização: a humanização. “Humanizar todas as etapas do atendimento pode ser o segredo para ganhar o respeito e a confiança dos clientes e essa tática vai desde a forma como se treina a equipe que fará o primeiro atendimento, orientando-os a manter o tom de voz amigável e buscando agilidade para tirar as principais dúvidas dos clientes, até como investir constantemente em pesquisas do público alvo, como um laboratório contínuo, que escuta as críticas e sugestões para desenvolver, a partir disso, soluções propositivas”, explica. 
E se engana quem acredita que o processo de fidelização termina por aí. O pós é tão essencial quanto o pré e a dica do empresário é manter-se à disposição para dúvidas e comentários dos clientes. “É natural que fique uma ou outra dúvida sobre o tratamento realizado e é de bom tom que os profissionais envolvidos na cadeia estejam dispostos a ajudar, pois é assim que se conquista a confiança do cliente. Romper o laço imediatamente após o atendimento é uma péssima ideia ao meu ver, já que pode dar a sensação de abandono e, além de perder aquele cliente, torná-lo um detrator da marca”, alerta Zahr.
O  conselho, portanto, para o gestor do século XXI é: digitalize, mas fidelize, pois se alcançar novos clientes é importante, mantê-los satisfeitos e felizes é o que, na verdade, garantirá a sobrevida e o sucesso do negócio. Investir em ferramentas e métricas para mensurar o alcance da marca será de bom grado, mas não se pode negligenciar o treinamento da equipe, que terá como objetivo torná-los verdadeiros embaixadores da marca, capazes de replicar com maestria os valores e práticas adotadas dentro da empresa e, assim, os principais elos de contato com os clientes. 

Com atuação em quatro estados brasileiros, MSF alerta que pandemia ainda não está perto de acabar no Brasil


              Foto Euzivaldo Queiroz
                        Medicos Sem Fronteiras atende pacientes com Covid-19 no Norte do Brasil

Com mais de 30 mil novos casos por dia de COVID-19, o país beira o total de um milhão de pessoas infectadas desde o início da pandemia e ultrapassa a marca de 45 mil mortes pela doença 
As ondas da pandemia de COVID-19 no Brasil moveram-se das camadas mais ricas da população para atingir com força os mais pobres, e das cidades costeiras para o interior, ameaçando pessoas em situação de maior vulnerabilidade social e com acesso mais restrito a cuidados de saúde como moradores de favelas, pessoas em situação de rua e entre povos tradicionais como comunidades indígenas e ribeirinhas. Com a nova dinâmica da pandemia, a organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta que o contágio do novo coronavírus ainda é alto em algumas das regiões do Brasil.  
O Amazonas é o estado que tem a maior taxa per capita de mortalidade por COVID-19. No final de abril, as equipes médicas da organização encontraram um cenário difícil em Manaus:
“Os quatro principais hospitais de Manaus estavam lotados e as dedicadas equipes médicas trabalham com pacientes excepcionalmente doentes, que com frequência chegam muito tarde ou estão longe demais para serem salvos”, disse o médico Bart Janssens que na época foi o coordenador de Emergências de MSF na região. “Uma elevada parcela dos pacientes que dão entrada nas unidades de terapia intensiva está morrendo e uma parte grande de médicos fica doente”. 
 As altas taxas de mortalidade se devem ao crescente número de pessoas em estado muito grave que precisam de tratamento intensivo com oxigênio e à insuficiência de leitos e de equipes nas UTIs. Ao longo de várias semanas, centenas de pessoas ficaram doentes em alas comuns de hospitais, aguardando pela liberação de leitos de UTI. 
Em Tefé, cidade localizada a um dia e meio de viagem de barco pelo rio Amazonas, a 523 km de Manaus, médicos enfrentam uma situação ainda mais desafiadora:
“Quando visitei a cidade na segunda quinzena de maio para avaliar a situação, a equipe de gestão do hospital me disse que quase todos os pacientes com COVID-19 que precisavam de cuidados intensivos haviam morrido”, disse Janssens. “Eles não tinham pessoal especializado suficiente para tratar os pacientes muito doentes que vinham chegando ao hospital”.
Taxas elevadas de mortalidade também estão sendo observadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e, mais recentemente, em Boa Vista, capital de Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela.
A capacidade de responder localmente às necessidades está sendo gravemente afetada. Enfermeiros estão morrendo de COVID-19 no Brasil mais rapidamente do que em qualquer outro país do mundo, com o número de casos suspeitos e confirmados entre os profissionais saltando de 230, no início de abril, para 11 mil um mês depois, e quase 100 enfermeiros mortos em função da doença a cada mês. A testagem está sendo feita em um ritmo espantosamente lento, com o registro de 7,5 mil testes por milhão de pessoas, o que equivale a quase dez vezes menos que nos Estados Unidos (74.927 por milhão) e 12 vezes menos que em Portugal (95.680 por milhão). Para Médicos Sem Fronteiras, a situação é grave. A organização salienta que o Brasil está apenas atrás dos Estados Unidos como país mais atingido no mundo, tanto no número total de casos quanto de mortes de acordo com dados oficiais. Grupos vulneráveis e regiões negligenciadas como a Amazônia sofrem maior impacto da crise.