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Mostrando postagens de abril, 2017

A triste história da menina que sonhava em ser estilista, mas se tornou viúva de combatente islâmico na Síria


Islam Maytat sonhava se tornar estilista em Londres, mas acabou vivendo um pesadelo quando seu marido, um britânico de origem afegã, a levou para a Síria, onde aprendeu a mexer em armas com os combatentes islâmicos.
Depois de três anos no “califado” autoproclamado pelo grupo Estado Islâmico (EI), três maridos e dois filhos, esta marroquina de 23 anos conseguiu fugir e vive refugiada desde março no nordeste da Síria, nas mãos das forças curdas.
“Pensava que ao me casar com Khalid Ahmad, que tinha nacionalidade britânica, iria estudar em Londres, mas tudo saiu ao contrário”, conta esta mulher morena, de rosto redondo e cabelos pretos.
Ela explica que conheceu o marido pela internet no começo de 2014 e se casou com ele no Marrocos dois meses depois. “Meu pai se opunha porque suspeitava que ele fosse um talibã. Acabei convencendo-o”. Mas no lugar da capital britânica, seu primeiro destino foi Dubai, onde seu marido trabalhava como operador da bolsa.
Seus sonhos de glamour desapareceram quase de imediato, quando ela descobre no marido um homem rigoroso que a proíbe de se maquiar e vestir roupas de cores fortes.
Deu novamente um salto no desconhecido com uma viagem de dois meses ao Afeganistão para conhecer sua família política. “Estava assustada, não comia mais, queria voltar para o Marrocos”.
Islam Maytat, uma jovem marroquina de 23 anos, com sua filha, Maria, na cidade de Qamishli, em 13 de abril de 2017 - AFP
‘Vida arruinada’
Para sua surpresa, seu marido lhe ofereceu, então, ir estudar em Londres, mas fazendo escala em Istambul. Ao sair do aeroporto, um homem os conduz a Gaziantep, cidade próxima à fronteira síria.
Islam chega, então, “a uma casa onde as mulheres e os homens ficavam separados, com francesas, sauditas, argelinas”. “Elas me falaram de sua alegria de ir à terra do ‘califado’ na Síria. Estava desamparada e cai no choro”.
Duas semanas antes, em 29 de junho de 2014, o EI havia proclamado um ‘califado’ na Síria e no Iraque.
Desde o início do conflito na Síria, em março de 2011, candidatos à jihad do mundo inteiro entraram maciçamente pela Turquia, hostil ao regime de Damasco.
Em agosto de 2014, quando seu marido decide se embrenhar na Síria, a jovem assegura não ter outra opção que segui-lo.
Ela estava em Manbij, em uma “casa para esposas de jihadistas”, com mulheres de Reino Unido, Canadá, Suécia, Finlândia e Rússia. Todas deviam ser treinadas no manejo das armas.
“Tinha que ter me dito desde o princípio que queria vir para a Síria! Porque arruinou a minha vida?”, lembrou ter cobrado ao marido.
“Ele me respondeu que eu era a sua mulher e que tinha que obedecê-lo”, continuou.
Islam Maytat, uma jovem marroquina de 23 anos, com seus filhos Maria (E) e Abdullah, na cidade de Qamishli, em 13 de abril de 2017 - AFP
Três maridos e dois filhos
Em setembro, quando Islam está grávida do primeiro filho, Abdala, seu marido se submete a um treinamento militar e é enviado ao front, em Kobané.
Em 8 de outubro, seu cunhado lhe anuncia a morte de Khalil. “Eu me sentia sozinha, deprimida”, explicou. Pouco depois, o irmão do marido morreu em Tikrit, Iraque.
A jovem marroquina deu à luz seu filho e se casou com outro afegão, amigo de seu falecido esposo.
Como as Forças Democráticas Sírias (FDS) – uma aliança anti-extremista de milícias curdas e árabes – se aproximavam de Manbij, o casal se instalou em Raqa, capital de fato do EI na Síria. “Consegui o divórcio dois meses depois porque não conseguia me entender com ele”, confessou Islam.
Ela, então, se casou com Abu Talha, um jihadista indiano com quem terá uma filha, Maria, e ficará com ele por 18 meses.
“Era o mais novo dos meus três maridos, cuidava bem de mim. No dia que soube que o tinham matado, fugi com a esposa de um chefe, uma yazidi”, explicou. O EI sequestrou e vendeu como esposas ou escravas sexuais milhares de mulheres desta minoria de língua curda que considera herege.
Islam disse que hoje quer se reunir com a família e voltar ao seu país. “Ignoro como será a minha vida e o futuro dos meus filhos. O que vou dizer a eles quando me perguntarem por seus pais?”, questionou-se.
Fotos: AFP / Fonte: Istoé

Crônica da morte: Desconfiança levou a policia a desvendar um crime familiar em Nova Olinda do Norte


Dona Elsa Correia de 68 anos, moradora do município de Nova Olinda do Norte (a 153 Km de Manaus) estava desaparecida desde o dia 27 de janeiro. Mas, estava em casa com a filha no dia do crime.


Era tarde, a rua estava silenciosa e deserta, a filha Técnica em enfermagem Maria Madalena estava em casa, nervosa e apreensiva, não sabia muito o que fazer, ou seja, estava tudo articulado. 

Maria Madalena, a “Teca”, minutos antes do assassinato, saía e entrava na casa, parecia estar esperando alguém, de fato estava. Por fim, as visitas chegaram Alex Pereira da Costa, 21, e o irmão dele, um adolescente de 14 anos, a mando de Teca entraram na casa.

Enquanto isso,  a enfermeira ficou do lado de fora, “vigiando” para ninguém chegar. Pelo favor de assassinar a própria mãe, Maria pagaria 10 mil aos irmãos. 

Já do lado de fora, Maria indicou onde a mãe estava, friamente os irmãos renderam dona Elsa e a assassinaram. 

Os rapazes levaram dona Elsa, já indefesa e traída pela própria filha para o banheiro da casa, de repente ela sente os golpes de terçados na cabeça, foram vários, nessa hora o chuveiro foi ligado, o sangue se misturavam com água e parte daquele grito silencioso escorriam pelo ralo. 

Enquanto isso friamente Madalena que estava na frente da casa, estava apreensiva, comendo unhas e esperando o resultado. 

Ainda no banheiro Dona Elsa estava desacordada, havia cabelos brancos no terçado, nesse momento brutalmente a degolaram, tirando a cabeça fora, e como um troféu deixaram no canto do banheiro. Agora Dona Elsa não existia mais, todos os sonhos de uma mãe, de uma mulher guerreira que lutou para criar os filhos, tinham terminado naquele momento. 

Inconformados os irmãos ainda esquartejaram os restos do corpo da mulher, que um dia lutou e agora estava ali com um final trágico. 

Com pernas e braços decepados, organizaram tudo numa mala e mais tarde foram até o Paraná do Arariá, no Rio Madeira, onde jogaram os pedaços do corpo. (baseado no boletim de ocorrência). 

Maria foi presa no trabalho na última terça-feira 28. Amigos ficaram perplexos com a notícia, já que era popular, para os mais chegados ela atendia com o nome de “Teca”. A enfermeira Teca confessou em depoimento ser a mandante do crime, ela disse que pretendia ficar com a aposentadoria e outros bens de Dona Elsa. 

As investigações iniciaram depois que a outra a irmã de Teca, inconformada com sumiço da mãe, começou a questionar e buscar resposta. Onde está minha mãe? O que aconteceu? Teca dizia que a mãe tinha viajado com o namorado. Depois de muitas indagações a irmã começou a desconfiar de Teca, foi então que policia chegou ao fim das investigações. 


Teca e Alex foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver. Já o adolescente responderá pelos atos infracionais correspondentes aos mesmos crimes do irmão.