PIB cresce acima do esperado, inflação fica sob controle e desemprego atinge mínima histórica, contrariando projeções pessimistas de analistas e bancos
Por Redação | Amazônia Realidade
Brasília (DF) - O Brasil encerra 2025 com um desempenho econômico muito superior ao previsto no início do ano. Dados preliminares indicam crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) próximo de 3,2%, inflação dentro da meta e desemprego em nível recorde de baixa, desmontando praticamente todas as projeções pessimistas feitas por analistas e instituições financeiras ao longo do primeiro semestre.
Projeções pessimistas não se confirmaram em 2025
No início de 2025, o tom dominante entre bancos e consultorias econômicas era de cautela extrema. Pesquisas indicavam risco elevado de recessão, crescimento econômico modesto e forte deterioração dos principais indicadores macroeconômicos. No entanto, ao final de dezembro, o cenário real mostrou um país com contas equilibradas, economia resiliente e forte capacidade de adaptação.
Levantamento da Genial/Quaest, divulgado em março, apontava que 58% dos gestores e economistas viam risco de recessão ainda em 2025. Já o Boletim Focus, do Banco Central, projetava um PIB de apenas 2,02%. Os números finais, porém, ficaram bem acima dessas estimativas.
PIB cresce acima das expectativas do mercado
O crescimento econômico foi um dos principais pontos de divergência entre previsão e realidade. Diferentemente do cenário de estagnação projetado no início do ano, o PIB brasileiro apresentou vigor ao longo de 2025.
Estimativas apontam expansão entre 2,26% e 3,2%, impulsionada principalmente pela força do mercado de trabalho e pelo desempenho do agronegócio, que cresceu cerca de 11,6% nos três primeiros trimestres do ano. O setor voltou a surpreender positivamente, mesmo diante de temores de quebra de safra.
Dólar não chegou a R$ 6,00 e real mostrou recuperação
Outro erro recorrente nas previsões foi o comportamento do câmbio. Na virada de 2024 para 2025, analistas projetavam que o dólar ultrapassaria a barreira dos R$ 6,00, pressionado por incertezas fiscais, cenário internacional adverso e política monetária dos Estados Unidos.
O que se viu, no entanto, foi uma recuperação do real ao longo do ano. A moeda norte-americana encerra 2025 na faixa entre R$ 5,40 e R$ 5,50, sustentada por um forte superávit comercial e por um ajuste fiscal que trouxe mais previsibilidade do que o mercado antecipava.
Inflação fecha dentro da meta do Banco Central
A inflação também contrariou as expectativas negativas. As primeiras projeções do Boletim Focus indicavam um IPCA de 4,99%, acima do teto da meta de 4,5%. Havia receio de que o câmbio pressionado e os preços de energia levassem a um descontrole inflacionário.
Ao final do ano, porém, o IPCA fechou em torno de 4,32%, dentro do intervalo de tolerância. A queda nos preços de alimentos, episódios de deflação em alguns meses no atacado e a política monetária rigorosa do Banco Central foram decisivos para conter os índices.
Selic não atingiu os 15% previstos
Com o temor de inflação elevada, o consenso do mercado apontava que a taxa Selic precisaria chegar a 15% ao ano e permanecer nesse patamar por todo o período. Essa projeção também não se confirmou.
Embora os juros tenham se mantido elevados, o ciclo de alta foi interrompido antes do previsto. A Selic permaneceu em nível contracionista, mas abaixo dos 15% projetados, permitindo a continuidade do crédito, especialmente nos segmentos imobiliário e consignado.
Mercado de trabalho bate recordes positivos
O mercado de trabalho foi um dos grandes destaques de 2025. A taxa de desemprego caiu para 5,2% em novembro, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. Além disso, a renda média do trabalhador alcançou R$ 3.528,00, com aumento da massa salarial e fortalecimento do consumo interno.
Balança comercial garante entrada de dólares
A balança comercial também teve papel fundamental no desempenho econômico do país. A projeção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) é de um superávit de aproximadamente US$ 60,9 bilhões em 2025.
As exportações do agronegócio cresceram cerca de 24% em outubro, enquanto a indústria extrativa, impulsionada por petróleo e minério, avançou 22%, consolidando o Brasil como uma das principais potências exportadoras globais.
Por que o mercado errou nas previsões?
Especialistas apontam que os modelos econômicos utilizados pelo mercado financeiro tendem a supervalorizar o ruído político e a inércia dos dados passados, subestimando a capacidade de adaptação da economia real. Em 2025, o consumo interno aquecido e a balança comercial robusta funcionaram como “cisnes negros” positivos, não captados pelas planilhas no início do ano.
O resultado final deixa uma lição clara: a economia brasileira mostrou mais resiliência do que o consenso do mercado foi capaz de prever.
Foto: ilustração/Copilot
Com informações do Banco Central do Brasil

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