Ministério Público do Amazonas realiza reunião para alinhamento de fluxo de prevenção ao feminicídio

Ministério Público do Amazonas realiza reunião para alinhamento de fluxo de prevenção ao feminicídio

 Encontro reuniu órgãos da rede local de proteção à mulher para pactuar protocolo de monitoramento eletrônico em medidas protetivas

Nesta terça-feira (26/08), o Ministério Público do Amazonas (MPAM) realizou uma reunião com representantes da rede de atendimento à mulher para avançar na construção do fluxo de prevenção ao feminicídio, no âmbito do Selo CNPM “Respeito e Inclusão no Combate ao Feminicídio”. O encontro reuniu órgãos do sistema de Justiça, Segurança Pública e Políticas para Mulheres, com o objetivo de pactuar medidas que assegurem maior efetividade no monitoramento eletrônico previsto na Lei Maria da Penha.

A iniciativa busca estabelecer protocolos de comunicação e atuação entre as instituições, garantindo respostas rápidas em casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência, além de definir responsabilidades, capacitar profissionais envolvidos e assegurar que as mulheres em situação de violência doméstica sejam informadas e participem ativamente do processo. 

De acordo com a promotora de Justiça Karla Cristina da Silva Reis — que representou o MP ao lado da também promotora Márcia Cristina de Lima Oliveira —, a etapa é essencial para fortalecer a rede de proteção. “A reunião de hoje teve como objetivo ouvir as instituições que constituem as portas de entrada para as mulheres em situação de violência e construir, de forma conjunta, um fluxo viável e qualificado para o atendimento dessas vítimas. A pactuação desse protocolo é fundamental para que elas se sintam efetivamente protegidas e para a prevenção de feminicídios”, afirmou. 

Participaram do encontro representantes do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem), Defensoria Pública do Amazonas, Secretaria Executiva de Políticas para Mulheres da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher e Ronda Maria da Penha. 

O fluxo para gestão de casos de agressores que utilizam dispositivos eletrônicos deverá ser encaminhado à Corregedoria Nacional do Ministério Público, conforme previsto no edital do selo CNMP. A comprovação será feita por meio de documentos formais, como termos de cooperação, estabelecendo um modelo de colaboração interinstitucional na gestão desses casos. 

O selo “Respeito e Inclusão no Combate ao Feminicídio”, lançado em 2023 pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), certifica unidades do Ministério Público que se destacam em ações de prevenção e enfrentamento ao feminicídio. A certificação é concedida em três níveis — ouro, prata e bronze —, de acordo com o alcance e a efetividade das práticas implementadas. 


Foto: Divulgação/MPAM

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