Programa Jornada Amazônia 4.0 para indústrias localizadas no Polo Industrial de Manaus conclui segunda fase de atividades

Programa Jornada Amazônia 4.0 para indústrias localizadas no Polo Industrial de Manaus conclui segunda fase de atividades


 

Empresas implementam os novos conhecimentos e já percebem resultados positivos

Visando ampliar a tecnologia de manufatura avançada nas fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), o projeto Jornada Amazônia 4.0 concluiu as ações previstas na segunda etapa de atividades com as quinze empresas selecionadas para participarem do programa.

A iniciativa, desenvolvida em conjunto entre o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), é composta por cinco etapas, que serão realizadas a fim de proporcionar ganhos de eficiência, produtividade e qualidade para os processos produtivos das empresas participantes. Como resultado, o projeto prevê ainda a redução nos custos de produção com as inovações implementadas e a adequação à Indústria 4.0. Ao todo, serão 15 meses de imersão com as indústrias.

Durante esta primeira fase, as indústrias realizaram um estudo para entender o nível de prontidão tecnológica de seus processos produtivos, estabelecendo um marco histórico em Manaus como as primeiras empresas a realizarem um Diagnóstico de Maturidade Tecnológica completo. Por meio da metodologia “PIMM 4.0”, as indústrias puderam analisar o estágio que se encontram em relação à adequação à Indústria 4.0 e receberam uma série de propostas de otimização para as linhas de produção. As propostas buscam reduzir custos e ampliar os ganhos operacionais das linhas produtivas.

Segundo o Coordenador de Projetos do INDT - Marcos Caxias, a consultoria feita durante o projeto permitirá que as empresas desenvolvam as suas potencialidades, integrando-se ao cenário da Indústria 4.0, que marca a evolução tecnológica cada vez mais ágil. “O programa busca apoiar as empresas participantes em sua jornada rumo à  Indústria 4.0, identificando em que momento elas estão e contribuindo para acelerar essa caminhada, através do compartilhamento de conhecimento e experiências práticas”, explica.

Algumas empresas já iniciaram a segunda fase do programa, chamada de “Qualificação 4.0”, onde recebem treinamentos e qualificação focados nos conceitos da Indústria 4.0, e na sequência, o projeto prevê a implantação de um projeto-piloto aplicando as tecnologias mapeadas de forma prática na rotina da empresa.

Durante estas duas primeiras fases do Jornada Amazônia, 230 colaboradores já realizaram a fase de “Diagnóstico de Maturidade” e 128 foram capacitados na etapa de “Qualificação 4.0”. Além destes, 40 serão treinados ainda em fevereiro.

Metodologia PIMM 4.0

Idealizador da metodologia “PIMM 4.0”, o professor e doutor em Engenharia de Produção, Sandro Breval, afirma que o método abrange o contexto atual da empresa, em pontos como maturidade e prontidão, e traça um panorama completo para a sequência de estudos dos dados coletados.

“Pontos como manufatura, estratégia, modelo de negócios e logística são analisados por uma plataforma de alto nível que propicia o acompanhamento dos pontos de vista dos colaboradores e de uma análise externa que é feita. Após o término do diagnóstico, os resultados são apresentados para as empresas e a partir das lacunas identificadas pelo diagnóstico do PIMM4.0, inicia-se a elaboração de um roadmap (conjunto de ações) para alcançar as melhorias”, descreve.

Mudanças nas empresas Resultados já são percebidos

Mesmo apenas com o período de pesquisa concluído, as empresas já começam a notar mudanças significativas nas suas linhas de produção. Na empresa participante, Importadora Exportadora e Indústria Jimmy LTDA., a Supervisora de Gestão de Qualidade - Ana Muriel Souza, cita que a aplicação da metodologia auxiliou os gestores a traçarem um panorama mais preciso sobre as atualizações no setor da indústria e da tecnologia.

“Entendemos que a realidade da indústria passa por mudanças importantes e nós queremos fazer parte disso. O momento requer uma renovação na abordagem relacionada com a inovação tecnológica, e estar em um ambiente de novas descobertas relevantes para o setor nos permite acompanhar o desenvolvimento industrial”, disse.

Coordenador de Qualidade da Eternit da Amazônia Indústria de Fibrocimento Ltda., Eidi Nishiwaki, cita que o programa auxiliou na obtenção em eficiência operacional e na redução de gastos. “O relatório de avaliação situacional trouxe mais importância a temas que considerávamos como de menor impacto. Estamos levando em consideração as ações propostas em nossa reunião de análise crítica para a aplicação em recursos de tecnologia que agilizem a tomada de decisão do gestor”, afirma.

Capacitação técnica dos colaboradores

Além dos resultados operacionais, Eidi ainda pontua que as ações destinadas à qualificação técnica dos colaboradores são fundamentais para o desenvolvimento da Zona Franca de Manaus (ZFM).

“O diferencial da indústria em Manaus é a mão de obra qualificada e que busca melhoria contínua e conhecimento sobre novas tecnologias. Iniciativas de capacitação são propulsores para destacar a indústria daqui, superando as dificuldades de logística existentes”, indica.


Para o gerente industrial da Challenger da Amazônia, Carlos Henrique Amaral, aliar os investimentos em maquinários e na capacitação humana permitirá a continuidade e o fortalecimento do modelo industrial em Manaus.

“É possível evoluir cada vez mais na área tecnológica. O cenário atual se encontra em um momento de expectativas. Vejo que há uma leve tensão sobre a existência do PIM, mas programas de incentivo, como o Jornada Amazônia, colaboram com o crescimento da Zona Franca”, completa.


Fotos: Divulgação ASCOM 

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem

TCE AM

http://www2.tce.am.gov.br