Governo do Amazonas participa de primeiro inquérito nacional sobre hanseníase

 

Trabalho de campo será iniciado em março e vai investigar a ocorrência de incapacidades físicas após cura da doença

 

O Governo do Amazonas, por meio da Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham), vai participar do primeiro inquérito de incapacidades físicas causadas pela hanseníase em mais de 200 municípios no Brasil. A pesquisa é liderada pelo Ministério da Saúde e também conta com parceria do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD – Fiocruz Amazônia).

 

A Fuham é a unidade referência no tratamento da doença no Norte e no Brasil. Diretora de Ensino e Pesquisa da Fundação e coordenadora do grupo de trabalho, a pesquisadora Valderiza Lourenço Pedrosa explica a importância da ação para o Amazonas e para o país.

 

“A hanseníase tem um grande potencial de causar incapacidades físicas. O estudo vai mostrar o que acontece com esse paciente após alta, por cura. Se ele piora da incapacidade, se ele tem mais incapacidades, para que a gente tenha uma ideia real da magnitude desse problema. Com isso, o Ministério da Saúde vai buscar implementar a política de cuidados voltadas para prevenção, reabilitação, necessidade de cirurgias, evitando com isso uma piora e melhorando a qualidade de vida desses pacientes”, explicou a pesquisadora.

 

Para realizar o trabalho, o grupo coordenado por Valderiza realizou um levantamento de pacientes que tiveram alta da doença, por cura, nos últimos cinco anos. Uma amostragem foi selecionada, e o trabalho de campo será iniciado em março.

 

“Então essa amostragem é que nos vai permitir a gente identificar locais. Vai ter mais de 200 municípios onde vamos estar entrando para realizar esse inquérito. Tudo isso foi permitido por conta de todo esse trabalho que foi feito com antecedência antes do inquérito. Nós vamos ter que buscar, visitar e reavaliar esses pacientes para ver hoje como é que eles se encontram”, afirmou a diretora da Fuham.

 

Dados – De acordo com a Fuham, em 2021, foram detectados 340 casos novos de hanseníase no Amazonas. Desse total, 100 (29,4%) eram residentes de Manaus e 240 (70,6%) de outros 46 municípios.

 

Os municípios que apresentaram o maior número de casos foram: Manaus (100), Careiro (33), Itacoatiara (30), Lábrea (29), Tapauá (14), Humaitá (13), Coari (10), Boca do Acre (nove) e Parintins e Novo Aripuanã (com sete casos novos em cada).

 

FOTOS: Arquivo pessoal de Valderiza Lourenço Pedrosa


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